A revista Veja, que entrou em circulação no último dia 10, publicou uma reportagem sobre a vida dos condenados pelo envolvimento num dos maiores escândalos de #Corrupção dentro da Petrobras e que ficou conhecido como #Petrolão. Os envolvidos que já foram presos, julgados e condenados a cumprir pena somam um total de quinze. Eles ocupam uma ala exclusiva do pavilhão de número 6 do Complexo Médico-Penal, na cidade de Pinhais, no estado do Paraná.

A sensação de impunidade parece estar trancafiada junto com os condenados

Todos os ocupantes do pavilhão 6 estão trancafiados em celas de 12 metros quadrados, com 3 presos em cada um delas.

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Portanto, são 4 metros quadrados pra cada um dos detentos. De acordo com os padrões estabelecidos pela União Europeia, esta metragem está acima do que os padrões humanitários recomendam, sendo aceita pelo sistema penitenciário brasileiro.

Todos os presos recebem uma caneca de plástico, uma tubo de pasta de dentes e um cobertor. Em cada cela, os presos têm que dividir o mesmo vaso sanitário, que fica dentro da própria cela, separado das camas apenas por meia parede e ao lado do tanque. Na linguagem da penitenciária, o mesmo é conhecido como 'boi' e é do tipo que fica rente ao chão. Portanto, o preso terá que ficar de pé ou de cócoras para fazer as suas necessidades.  Além disto, o banho é coletivo. Os presos são despertados às 6h30 da manhã, o almoço é às 11h30. Eles voltam para às celas por volta das 16 horas.

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Assistir televisão ou escutar rádio somente até às 22 horas.

Na prisão, cada um é identificado somente por um número

Na prisão, cada um dos condenados é conhecido por um número. Marcelo Odebrecht, um dos herdeiros da maior empresa do ramo da construção civil no Brasil, é conhecido apenas como o preso 118065.  O ex-ministro de Dilma, na Casa Civil e braço direito do Lula, José Dirceu, é de número 119526.  O ex-presidente da Construtora Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo é o 118064. Temos ainda o ex-deputado Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade, que operou um esquema de corrupção que movimentou cerca de 40 milhões de reais em propinas; é o detento de número 116227. São dezenas, desde políticos, empresários e ex-funcionários das empresas envolvidas, os chamados 'tubarões graúdos' até os 'peixes pequenos', todos confinados no mesmo espaço. 

Cada um aproveita o dia em atividades que podem diminuir a pena

Cada preso pode usar seu tempo em trabalhos que podem ajudar na redução da sua pena.

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Por exemplo, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o preso 116226, divide a limpeza da cela e dos sanitários com seu companheiro de cela, André Vargas. Já Marcelo Odebrecht e outros executivos preferem dar aula de exercícios físicos aos seus companheiros e também dividem o tempo entre o estudo e as anotações sobre o processo judicial. José Dirceu aprofunda-se em leituras e na elaboração de resenhas literárias, principalmente, de obras que relatam os dias de Fernando Henrique na presidência. Ele sabe que seus dias na prisão serão longos, por causa de nova condenação. No entanto, estudar o comportamento dos tucanos no poder se traduz em outro tipo de intenção para o ex-ministro.   #Justiça