Ainda não será desta vez que Otávio Marques de Azevedo, ex-diretor da Andrade Gutierrez, e seu diretor, Elton Negrão de Azevedo Júnior poderão deixar a prisão para cumprir as suas respectivas penas em liberdade. Após entrarem com pedido de liberdade provisória, ambos tiveram a decisão negada pelo STF nesta quinta-feira (14).

Os dois executivos encontram-se presos desde o mês de junho de 2015 pelo desdobramento da operação Lava Jato sob a  acusação de participarem do milionário esquema de propinas que era praticado dentro da Petrobras.

O responsável pela decisão foi o ministro Ricardo Lewandowski, atual presidente do Supremo Tribuna Federal (STF).

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Ele atualmente responde pelas decisões a serem tomadas pelo tribunal, em virtude, do recesso do órgão no começo do ano.

A decisão do ministro foi baseada em quais argumentos ? 

Os habeas corpus impetrados a favor dos acusados foram negados por Lewandowski com o argumento de que as prisões não foram efetuadas de maneira ilegal, sendo portanto consideradas corretas. Deste modo, concluiu o ministro que não há motivo para que seja impetrado um pedido de liberdade.

Lewandowski também foi responsável por negar pedido de liberdade de Marcelo Odebrecht

O presidente do Supremo também foi o responsável por negar pedido de liberdade a Marcelo Odebrecht, preso atualmente no estado do Paraná. Neste caso, a justificativa para o ato foi que o réu poderia oferecer risco ao andamento do processo caso fosse solto para respondê-lo em liberdade.  A decisão do ministro ainda foi baseada em um parecer emitido pela Procuradoria Geral da República (PGR), que confirma a possível interferência do empresário contra o desenrolar dos trâmites do processo.

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Tanto Marcelo Odebrecht quanto o ex-presidente da Andrade Gutierrez e seu diretor fazem parte de um grupo de cerca de 13 acusados cuja empresa é alvo de uma ação penal por parte do poder judiciário. As acusações contra os réus são de #Corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e de organização criminosa. Ainda de acordo com Lewandowski, a ação poderá voltar a ser analisada pelo ministro Teori Zavascki, cuja função é a de relator do processo da #Lava Jato junto ao STF. #Petrolão