Sem detalhar a origem de sua conclusão, o procurador-geral da República Rodrigo Janot protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), uma denúncia contra o deputado federal Vander Loubet (PT/MS), na qual afirma que entre 2010 e 2014, foi criada uma "organização criminosa preordenada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e a lavagem de dinheiro".

No documento, Janot declara que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu poderes ao senador e também ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB/AL), sobre a empresa BR Distribuidora, subsidiária da #Petrobras.

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A intenção seria obter apoio político para a base governista no Congresso Nacional. Em delação premiada, o ex-diretor da estatal Nestor Cerveró confirmou que Lula havia "concedido influência política" a Collor. Ainda de acordo com a denúncia, foi Collor quem nomeou os diretores da Rede de Postos de Serviços BR e de Operações e Logística, Luiz Claudio Sanches e José Zonis. Estas diretorias teriam como objetivo o pagamento de propina ao senador. Além disso, Janot diz que ambos favoreceram ilegalmente empresas indicadas por Collor e por seu operador, Pedro Paulo Ramos.

Collor e PT dividiram a BR Distribuidora

Segundo o procurador-geral, uma parte da BR "foi entregue" a Fernando Collor e outra parte foi reservada ao Partido dos Trabalhadores (PT), que, por sua vez, nomeou Cerveró diretor financeiro.

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Janot disse também que havia uma cobrança de propina, em favor do senador, de todas as empresas que fizessem contratos de construção de bases de distribuição de produtos combustíveis para a BR Distribuidora. O esquema envolveu ao menos quatro empresas que atuavam em postos de combustíveis, compra e venda de álcool, gestão e pagamento do programa de fidelidade e engenharia. A investigação concluiu que Collor e seu grupo teriam recebido R$ 26 milhões provenientes deste esquema.

Loubet foi acusado de receber "valores ilícitos", por causa da influência de seu partido na empresa.

O ex-presidente Lula não é alvo desta acusação, mas em sua defesa o Instituto Lula publicou nota explicando que os diretores da BR e da Petrobras foram indicados por partidos e não por ele pessoalmente. Também em nota, Loubet afirmou que só vai se manifestar depois de ter acesso à denúncia. A defesa de Collor declarou que as acusações são falsas.

 

 

  #Corrupção