O ministro da Justiça Eduardo Cardoso afirmou, nesta quarta-feira, dia 6, que vai se comprometer com a Polícia Federal a repor o montante que foi cortado do órgão, por conta da votação do orçamento para este ano. Cardoso confirmou que o corte será de R$ 151 milhões, entretanto, negou que as operações de investigação sejam prejudicadas com a medida.

O ministro também se referia à operacionalização da Lava Jato, atualmente em curso no Brasil.

O corte na PF e o protesto dos policiais federais

De acordo com o ministro da Justiça, o corte no órgão já estava estabelecido, conforme a votação do orçamento de 2016, que foi feita no final do ano passado pelo Congresso Nacional.

Publicidade
Publicidade

Mesmo assim, Cardoso foi surpreendido com o protesto dos delegados federais, que enviaram uma carta ao próprio ministro não poupando-o das críticas.

Nela, constaram protestos pelos cortes que, segundo os mesmos, poderão comprometer as operações de investigação que estão em curso e reduzir o número de processos que venham a requerer uma investigação pela PF. O ministro rebateu as declarações dos delegados, afirmando que tal informação não era verdadeira.

A garantia de reposição das verbas pelo Ministério da Justiça

Eduardo Cardoso afirmou que o secretário executivo do ministério, Marivaldo Pereira,  já havia se reunido com o diretor geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, assumindo o compromisso de repor os cortes do órgão, ao longo do ano. Isto seria feito através do remanejamento de verbas do próprio ministério.

Publicidade

O ministro condenou a forma como a questão foi abordada, na qual, um assunto interno acabou virando notícia pública e com teor distorcido. Foi divulgado erroneamente que as operações da PF iriam ser paralisadas. Em nenhum momento, garantiu Cardoso, processos de investigação como a operação Lava Jato deverão ser estagnadas. Caso seja preciso, ele lançará mão de um total de R$ 2,8 bilhões em verbas da pasta para garantir a normalidade do órgão.

O ministro disse que o fato serviu de fundo para que os delegados do órgão abordem a questão de reajuste salarial. Entretanto, Cardoso descarta qualquer intervenção, afirmando que tal assunto deverá ser tratado com o Ministério do Planejamento.

A nota da Polícia Federal        

Em um pequeno comunicado divulgado pela PF, na noite de ontem, dia 6, o órgão confirmou o corte. Entretanto, ele esclarece que o ministério do Planejamento tomou as medidas necessárias para que o mesmo fosse feito, levando-se em conta o orçamento necessário para o pleno funcionamento dos órgãos para o ano de 2016.

A nota confirmou ainda o compromisso assumido pelo ministério da Justiça em remanejar recursos, caso fosse necessário, a fim de não haver prejuízo ou paralisação das atividades. #Governo #Crise econômica #Investigação Criminal