A matéria publicada hoje, dia 7, pelo Estadão, em seu site na internet, mostra que o atual ministro da Casa Civil Jaques Wagner intermediou negócios, quando era governador da Bahia, para o empresário José Aldemário Pinheiro Filho, mais conhecido como Leo Pinheiro, ex-dono da empreiteira OAS.

Leo é investigado pela operação Lava Jato e um dos condenados por participação no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. 

Os 'negócios' intermediados pelo atual ministro

As gravações que o jornal teve acesso foram feitas por investigadores da operação #Lava Jato em Curitiba e já foram enviadas para a Procuradoria Geral da República(PGR), em Brasília.

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Os trechos divulgados mostram a relação de proximidade entre o atual ministro, que na época era governador da Bahia, e o empreiteiro, dono da OAS, na ocasião.

As conversas foram travadas diretamente entre ambos e algumas vezes, por intermédio de outras pessoas. Elas foram gravadas no período entre agosto de 2012 e outubro de 2014. As negociações giram em torno do apoio do empresário à candidatura para prefeito em Salvador de Nelson Pellegrino, do PT e a intermediação direta do próprio Jaques Wagner, junto ao #Governo federal para liberação de recursos em favor do empresário.

Em outros trechos, um dos candidatos derrotados no primeiro turno das eleições, Mário Kertész, então do PMDB, negocia o seu apoio ao candidato petista no segundo turno. Quem faz a intermediação do acordo é o próprio Wagner. 

O ministro da Casa Civil também é o responsável pela liberação de recursos para o empresário da OAS, que mantinha contratos com o ministério dos Transportes no valor de R$ 41.760 milhões.

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Durante as conversas, Wagner dá a certeza ao empresário de que iriam sair vitoriosos. Detalhe: Esta conversa foi gravada cinco dias antes do segundo turno das eleições presidenciais que confirmaram Dilma para o seu segundo mandato presidencial.

Os envolvidos se comunicavam através de códigos

As mensagens gravadas demonstram que os envolvidos costumavam usar de codinomes ou certas abreviações para se comunicarem. Assim, Nelson Pellegrino, candidato do PT, era conhecido como 'andarilho', um trocadilho em alusão ao seu sobrenome ou 'NP'. O candidato do PMDB derrotado, era 'MK'. O atual ministro de Dilma, era citado como 'JW '.

As negociações também eram chamadas por códigos, tipo 'filho' e 'M.K. Street 3.600' eram possíveis contas para o pagamento das negociatas.

As demais investigações correm em segredo pela Justiça Federal e parte dos materiais já se encontra na PGR. Os envolvidos no esquema, incluindo o ministro, ainda não vieram a público comentar as acusações. Sabe-se que Jaques Wagner, por seu cargo, possui foro privilegiado.

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Léo Pinheiro se encontra preso e foi condenado a 16 anos de prisão por lavagem de dinheiro, #Corrupção e crime de formação de quadrilha dentro da Petrobras. Ele teve ainda um aparelho celular apreendido que, de acordo com as investigações, pertence ao ministro da Casa Civil. Foi através deste, que os policiais puderam confirmar a negociação com o empresário para o apoio do candidato do PMDB ao petista para o cargo de prefeito.