O ex-diretor da área internacional da #Petrobras, Nestor Cerveró, que se encontra preso pela Justiça, por conta da Operação Lava Jato, declarou aos policiais, momentos antes de fechar o acordo de delação premiada, que o ex-presidente #Lula recebeu propina da empresa para financiar a sua campanha de reeleição para a presidência da República em 2006. O 'negócio' teria sido intermediado pelo ex-ministro Antonio Palocci, que na época, respondia pela pasta da Fazenda.

A transação comercial que financiou a campanha de Lula

Em 2006, a Petrobras mantinha negócios para aquisição de lotes de petróleo com países da costa da África, assim como outras companhias como a Sinopec, a Exxon, Shell, Eni, Total e outras mais.

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A negociação possibilitou a aquisição de US$ 300 milhões de dólares em blocos de petróleo, que foram pagos à Sonangol, que é a empresa estatal que controla a exploração de petróleo na costa de Angola.

O negócio foi feito de forma sigilosa entre o governo brasileiro e Angola

Nestor Cerveró disse que na época, o negócio fora conduzido pelo alto escalão do governo brasileiro e Angola de forma sigilosa. Ele afirmou que só soube da transação, por que é amigo de Manuel Domingos Vicente, que era presidente do Conselho de Administração da empresa angolana e hoje, é vice presidente do país. As negociações, pelo lado brasileiro, foram conduzidas por seu representante, que na época era o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. 

Na época, Cerveró declarou que o próprio Vicente havia dito categoricamente que, dos US$ 300 milhões negociados, cerca de R$ 40 a 50 milhões, foram destinados para os cofres do PT, que financiou a reeleição de Lula em 2006.

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Entretanto, o ex-diretor não sabe precisar quais mecanismos foram usados para fazer o dinheiro voltar ao Brasil.

Para parecer legal, o país de Angola, em 2005, havia ofertado lotes de petróleo, em água ditas profundas, como se fosse um leilão. Os negócios com os países da África já faziam parte da política de expansão da empresa para o continente africano. Tudo foi facilitado entre os dois países, pois além do regime de governo ser extremamente simpático entre ambos, a Petrobras já mantinha um escritório naquele país desde 1975.

Todas as declarações de Cerveró estão em poder da Procuradoria Geral da República (PGR). As investigações da Lava Jato já apontavam uma movimentação de dinheiro intensa, que entra e sai daquele país, sendo monitorada desde 2015 pela operação. Estas informações foram repassadas por Mario Goes e João Augusto Henriques. Este último lobista. Eles apresentaram documentos que comprovam as operações de empresas subsidiárias e offshores, que também estão na mira das investigações.

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O ex-ministro Palocci pronunciou-se a respeito do fato. Ela negou a participação em qualquer tipo de negócio com a empresa estatal de Angola. O Instituto Lula também afirmou que não iria se manifestar sobre informações vazadas, que possuem o único intuito de beneficiar quem delata e aos que buscam manchetes sensacionalistas.

Questionada sobre o assunto, a Petrobras confirmou a aquisição dos lotes de petróleo daquele país. Ela afirmou que atuou em consórcio com as empresas Sonangol, Sinopec, Grupo Gema e Falcon Oil, na exploração dos lotes e na descoberta de petróleo em águas profundas, no ano de 2009, pertencente ao bloco de número 18. #Corrupção