Neste domingo (17/01), Marina Silva, ex-presidenciável, disse que o "presidencialismo de coalização” no Brasil está "no fundo do poço" e que não há como fazer com que se estruture pelo fato que existe uma pessoa que não sabe liderar. A ex-senadora falou de forma subtendida (sem citar nomes), deixando uma reflexão sobre quem poderia ser essa pessoa que não tem liderança no país.

Marina faz parte da Rede Sustentabilidade e se reuniu na capital do país com dirigentes do partido político para conversar sobre possíveis temas que permearão as falas nas próximas discussões da legenda do partido, no Congresso Nacional, em março deste ano.

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A ex-senadora disse que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT), de alguma forma conseguiram cumprir suas propostas em seus primeiros mandatos, mas que o presidencialismo coeso está bem no fundo do poço. Para ela, sem uma presença que exerça a liderança na política, o sistema presidencialista tende a não ter bases sólidas e acaba ficando sem comando. Mas não aprofundou a sua fala sobre qual seria o tipo de #Governo ideal para o país.

De acordo com Marina o governo está todo fragmentado e confuso e se encontra desmoralizado, sem conseguir respostas e soluções para a nação. A ex-senadora concorreu as eleições de 2010 e 2014 para o cargo de presidente da república, junto com Dilma Rousseff e na sua concepção as pessoas não acreditam mais na política.

Marina Silva disse que o Brasil passa por uma crise complicada e que não há uma esperança política no atual cenário do país, pois falta legitimidade institucional.

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De acordo com ela as pessoas não acreditam mais no sistema político como uma forma de governar, para o povo e pelo povo. Com as denúncias, principalmente da Lava-Jato ocorreu um distanciamento da população, o que gerou a falta de confiança para com os políticos.

A Rede Sustentabilidade é a favor do processo instaurado contra a presidente Dilma e o seu vice Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pelo PSDB, mas contra o Impeachment que abriram na Câmara dos Deputados.

O PSDB foi quem entrou com o pedido de Impeachment contra a presidente Dilma e seu respectivo vice Michel Temer, acusando ambos de abuso eleitoral e financeiro em 2014. Mas houve interrupção do processo de cassação pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e não se sabe quando se dará a retomada de continuidade do processo.

Marina e a Rede Sustentabilidade apoiam que a Lava Jato trabalhe junto com o TSE na apuração dos fatos e provas que surgirem através da operação, pois ajudaria nas investigações. #Dilma Rousseff #Ataque