O secretário de Fazenda de Minas Gerais José Afonso Bicalho afirmou em entrevista coletiva que o governo do Estado não possui recursos para garantir o pagamento do piso salarial da Educação. A declaração de Bicalho mostra que o Minas Gerais não cumprirá a lei assinada pelo governador Fernando Pimentel, em maio de 2015 e que previa aplicação do reajuste do piso Nacional da Educação no estado. Na época da assinatura, o governo mineiro anunciou através da publicidade oficial o “acordo histórico na Educação.”

O resultados apresentados pelo secretário mostram um descompasso nas despesas do governo de Minas. Dados mostram que as despesas cresceram em torno de R$ 10 bilhões frente a um aumento de receita de aproximadamente R$3 bilhões.

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Para o líder da Minoria na Assembleia, deputado Gustavo Valadares (PSDB), os resultados mostram a falta de planejamento na gestão do Estado. 

"É uma demonstração clara da falta de planejamento, total irresponsabilidade, falta de transparência e compromisso do governo do PT ", disse.

“Recentemente o governador fez um vídeo para se desculpar pelo atraso de salários e apresentou que o Governo havia tido uma economia de R$600 milhões em custeio, e a oposição demonstrou que, na verdade, este custeio havia subido R$3 bilhões. Hoje, em coletiva, este foi o dado apresentado, confirmando o que alertamos. É o resultado do inchaço da máquina promovido pelo PT”, demonstrou Valadares

Entre as justificativas usadas pela equipe de Fernando Pimentel, os problemas fiscais enfrentados pelo Estado são fruto dos salariais concedidos pelos governos anteriores.

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Valadares destacou que em 2014 o estado fechou o ano abaixo dos limites da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), comprometendo 43,49% da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal e criticou o governo atual que anunciou atraso e escalonamento do pagamento dos servidores.

“Temos muito orgulho de ter concedido diversos reajustes ao funcionalismo público, e conseguimos conceder tais reajustes mantendo os pagamentos em dia, sem qualquer tipo de parcelamento, informou Valadares. 

Divergência de dados

Os números apresentados divergem dos resultados disponíveis no portal da Transparência e também no balanço dilvulgado pelo governo. Enquanto o governo afirma ter gastado R$6,84 bilhões entre juros, encargos e amortização da dívida em 2015, o Portal da Transparência mineiro aponta que apenas R$5,45 bilhões foram usados no ano. Recusros usados para despesas de pessoal também apresentam divergência. O Portal da Transparência indica uma despesa de R$28,07 bilhões para o Poder Executivo, o governo apresentou um total de R$36,27 bilhões. #Crise #Crise econômica #Crise no Brasil