O #PT — isso mesmo, Partido dos Trabalhadores — decidiu entrar na justiça contra sua maior representante, a presidente da república Dilma Rousseff. Segundo informações da revista Veja, em reportagem publicada nesta sexta-feira, 29, o partido acusa Dilma por uma suposta inconstitucionalidade por conta de um decreto. No documento assinado pela presidente, estão fixadas novas regras para renegociar pendências financeiras de estados e municípios. A partir do decreto, a esfera estadual e municipal tem uma nova maneira de 'chorar' suas dívidas. 

A polêmica fez com que vários estados e prefeituras entrassem no Supremo Tribunal Federal, o STF, contra a norma de Dilma.

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No documento, chama a atenção um dispositivo. É ele que provoca o maior entrave. O decreto determina que, para conseguir renegociar suas dívidas, os governos precisam abdicar de outras dívidas antigas. Ou seja, eles podem negociar uma dívida, mas as renegociações anteriores poderiam cair por terra, o que é um mau negócio para prefeitos e governadores na hora de acertar os seus orçamentos. 

A novidade nisso tudo é que o Partido dos Trabalhadores entraram com uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental contra o decreto. Normalmente, nesses casos, o mais comum é entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, mas isso poderia criar problemas maiores para #Dilma Rousseff, que poderia perder ainda mais o respeito dos eleitores.

Cármen Lúcia, Ministra do STF, estava no plantão do órgão e acatou a ação, concedendo assim uma liminar.

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Esta sexta-feira era o último dia para que os órgão pedissem uma renegociação. Acredita-se que se esse item sair do decreto, o prazo possa se postergar, ajudando especialmente muitas prefeituras, que com a crise que atinge o país, perderam-se completamente em seus orçamentos. 

Além do processo no STF, Dilma continua sofrendo pressão de todos os lados. De acordo com o 'Paraná Pesquisas', 59,4% dos brasileiros querem o #Impeachment da presidente. Em dezembro, o Datafolha fez uma pesquisa parecida, que deu em torno de 60% dos brasileiros. Ou seja, nada muda