Em duas filiações ao PSDB, o senador paranaense Álvaro Dias esteve no PSDB por 18 anos, mas agora deixou o partido para filiar-se ao PV.

A ficha de desfiliação do PSDB foi entregue ao Tribunal Regional Eleitoral em Londrina nesta sexta-feira (08) e o político também encaminhou um comunicado ao representante do partido em seu estado.

O bloco de oposição no Senado tinha como líder o ex-tucano, Álvaro Dias que finalmente irá filiar-se ao Partido Verde após 4 meses de intensas negociações.

Apesar de já ter deixado oficialmente o PSDB, a filiação de Álvaro Dias no PV só deverá ser concretizada de fato no próximo mês de fevereiro, devido ao recesso parlamentar.

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Está sendo preparada uma cerimônia em Brasília, mas certamente irá acontecer uma outra no Paraná.

O senador, mesmo não estando integrado oficialmente ao Partido Verde, já irá participar da gravação de um programa para o partido que será transmitido na terça-feira, dia 12 de janeiro.

O Partido Verde terá agora o seu único senador e Álvaro Dias fica em oposição direta a #Dilma Rousseff e ao PT, bem mais do que estava durante o tempo que ficou no PSDB.

A saída do senador do PSDB já era esperada pois nos últimos anos a falta de sintonia entre eles vinha só aumentando.

Um bom exemplo é quando começaram as acusações contra Eduardo Cunha e os tucanos a princípio quiseram apoiar o presidente da Câmara dos Deputados para conseguir seu apoio no impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas o senador não concordou com esta estratégia.

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Outra diferença de opiniões entre Álvaro Dias e PMDB foi quando o TCU - Tribunal de Contas da União - analisou a possibilidade de Michel Temer estar envolvido das pedaladas fiscais do governo.

ÁLVARO QUER A PRESIDÊNCIA

Ao deixar o PSDB, Álvaro Dias se sente mais livre para opinar na política brasileira e também começa a se preparar para candidatar-se à presidência da república em 2018, sendo que, se ele continuasse entre os Tucanos, jamais seria o escolhido, pois no PSDB a escolha ficará entre Aécio Neves e Geraldo Alckmin.

O PV verde comemora, pois além de ter seu primeiro senador, poderá também ter um presidente da república. #Reforma política #Crise no Brasil