A delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da #Petrobras, está causando grande estrago para três ex-presidentes do Brasil. #Lula, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor foram citados por um dos principais delatores da Operação Lava Jato. Além dos ex-presidentes, os senadores Delcídio do Amaral (PT-MS) e Renan Calheiros (PMDB-AL) também foram alvos de denúncias por parte de Cerveró.

Segundo depoimento do ex-diretor da Petrobras, no governo FHC (1995-2002), foram pagos ao governo brasileiro como propina US$ 100 milhões pela venda da petrolífera Pérez Companc. Nos valores atuais, com inflação acumulada de todos os anos e dólar do momento, o valor da propina alcançaria R$ 1,033 bilhão, segundo o site de notícias Pragmatismo Político.

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Leia o que consta no trecho da delação divulgada:

“A venda da PEREZ COMPANCQ envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Perez Compancq e de Oscar Vicente, principal operador de Menem e durante os primeiros anos de nossa gestão, permaneceu como diretor da Petrobras na Argentina.”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por diversas vezes, afirmou no decorrer dos anos que a corrupção na estatal começou no governo do PT. Após a divulgação da delação, FHC disse em nota que “afirmações vagas”, de um período genérico em que ele estava na presidência, sem citar nomes, servem apenas para “confundir”.

Governo Lula

Já no governo do ex-presidente petista, Cerveró afirmou em delação que Lula lhe deu o cargo de diretor financeiro e de serviço da BR Distribuidora, em 2008, por “reconhecimento”.

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O delator teria participado na quitação de um empréstimo no valor de R$ 12 milhões ao fazendeiro José Carlos Bumlai – amigo de Lula - junto ao banco Schahin.

Na gestão Cerveró na área internacional da Petrobras (2003-2008), a Schahin Engenharia foi contratada como operadora de sonda pelo valor de R$ 1,6 bilhão .

Collor

O mesmo delator ainda afirmou que Lula e a presidente Dilma teriam dado influência na BR Distribuidora ao ex-presidente Fernando Collor. Segundo Cerveró, em um encontro na casa do senador, em 2013, ele teria afirmado que “a presidência e todas as diretorias da BR Distribuidora” estavam à sua disposição.  #Petrolão