A relação de parceria entre o poder e a mídia parece ser bastante conhecida ao longo da história da política. Mesmo quando a convivência se baseia num relação de amor e ódio, é possível saber aproveitar bem esta relação. Isto vem dando certo ao longo da permanência do #PT no poder. A mistura certa entre a política, poder e dinheiro, inflada pela imagem midiática de um partido que mudou o país, ajudaram tanto Lula quanto Dilma a se manterem no poder ao logo de 13 anos, mesmo que isto custe sacrificar um patrimônio tão sólido dos brasileiros, como a Petrobras.

O trabalho da mídia no PT que fez escola - a primeira ponta do triângulo.

A mídia sempre teve importância no governo do PT.

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Sempre foi assim com governos populistas. No começo da escalada de Lula ao Palácio do Planalto, temos Duda Mendonça, como o gênio do marketing político, que conseguiu eleger até Paulo Maluf para a prefeitura em 1992 e seu sucessor Celso Pitta. Depois de fazer fortuna, ao levar o PT ao poder, ele acabou preso por manter uma conta secreta no exterior, onde recebia dinheiro de propina. O publicitário fez seu sucessor, João Santana, que assumiu o comando de uma das pontas do triângulo que levou Dilma ao poder.

A segunda ponta - o governo com a Petrobras

As revelações que levaram a Justiça a entender a triangulação criminosa, começaram quando a Lava Jato caiu em campo.  A prisão de Pedro Barusco, ex-gerente da estatal, funcionou como a ponta de um intrincado novelo de #Corrupção que operava há muito tempo nos bastidores do partido.

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Barusco, após a prisão, entregou a lista de envolvidos. Todos os envolvidos estão sob investigação. As empresas pagavam propina para manter contratos com a estatal e todo este montante era distribuído aos facilitadores ou ao 'pessoal da Casa', conforme eram chamados os funcionários da Petrobras que se empenhavam em operar o esquema e a outra parte ia para os cofres do PT.

As empresas que pagavam a propina - a terceira ponta  

De acordo com a revista Veja, as empresas eram a outra ponta da geometria triangular criminosa que propulsionava o ciclo. A revista cita Zwi Skorcki, um dos representantes destas empresas que mantinham contrato com a Petrobrás, o estaleiro Keppel. Ele foi um dos que tiveram a apartamento revirado pela Lava Jato. Em seu poder estava uma carta manuscrita de Mônica Moura, mulher de João Santana, o marqueteiro mor de Dilma. Aquele do início deste artigo. Ela continha os números de contas nos Estados Unidos e na Inglaterra. Eram destinadas ao depósito da propina dos funcionários da Petrobras.

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A parte do PT era tratada diretamente com o seu tesoureiro, João Vaccari Neto, preso em Londrina, pela Lava Jato.

Girando o triângulo criminoso... 

As evidências apuradas pela Polícia Federal mostram que, as empresas selecionadas para trabalhar com a Petrobras, deveriam contratar agências de publicidade ou consultorias especializadas. Elas poderiam ser feitas aqui ou no exterior. Parte do dinheiro pago a estas deveria retornar ao PT, via doações feitas pelas contratadas. Os recursos que as empresas contratantes desembolsariam eram provenientes do pagamento de obras feitas para a estatal e também de generosos financiamentos dos bancos públicos brasileiros. Como a investigação está sob sigilo, a revista não citou quais bancos. Do total de R$ 1 bilhão que Dilma recebeu dos empresários para sua reeleição, somente R$ 300 milhões foram declarados ao TSE. Foi suficiente para causar fúria em empreiteiro preso na Lava Jato. #Dilma Rousseff