Burocracias, cerimoniais, reuniões intermináveis. Viagens, críticas da imprensa, nuvens sombrias da corrupção. A rotina desgastante e viciada da política brasileira parece estar desiludindo o petista Fernando Haddad, prefeito de São Paulo desde 2012, quando bateu José Serra, do PSDB, nas eleições municipais.

Talvez por isso Haddad ainda não tenha confirmado de forma oficial a sua candidatura à reeleição nas eleições de 2016. Entrevistado pelo blogueiro Josias de Souza, o prefeito desconversou sobre o tema, mas que disse que tornará pública a sua decisão em abril.

Com extensa carreira acadêmica, como professor de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo (USP), mesma universidade na qual se formou em Direito, fez mestrado em economia e doutorado em filosofia, Haddad entrou para a vida pública em 2000.

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Antes de ser eleito prefeito de São Paulo, foi ministro da Educação entre 2005 e 2012, englobando os governos Lula e Dilma Rousseff.

Mas, lá atrás, quando resolveu entrar na política, a sua visão era diferente da que passou a ter dentro do mundo do poder. “Hoje a política é uma atividade que não te convida a permanecer. Não se desfruta dela pelo que ela tem de bom, que é o poder de mudar a vida das pessoas. Saí da vida acadêmica com esse intuito. Entrei na política achando que minha passagem seria bem mais breve do que está sendo”, salientou.

“Eu penso que a política deveria ser um espaço aberto para que engenheiros, professores, médicos, cidadãos em geral pudessem entrar, participar da vida politica do país, e depois de certo tempo que pudessem sair normalmente para voltar à vida normal que tinham antes, sem que isso fosse um problema”, acrescentou.

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#Governo #PT