Um apartamento triplex no litoral e um sítio no interior, ambos em São Paulo, são objeto de investigações. Todos os indícios apontam para o ex-presidente Lula, que seria o proprietário destes imóveis não declarados à Receita Federal. Fatos confirmam que duas das empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, OAS e Odebrecht, estão à frente das obras e reformas realizadas nos imóveis.

O triplex

Situado em Guarujá, o apartamento foi visitado por #Lula, sua esposa Marisa Letícia e um de seus filhos mais de uma vez, inclusive durante a reforma.

A família alega que Marisa Letícia adquiriu uma cota do empreendimento e posteriormente desistiu da compra.

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Outra compradora, porém, afirma que esta opção não foi dada a outras pessoas. Tânia Vivian de Oliveira declarou que a OAS, que assumiu a obra inicialmente pertencente a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), deu um prazo de 30 dias para a decisão de compra ou desistência. No caso de Marisa Letícia o tratamento teria sido outro, a se confirmar a veracidade das declarações feitas pelo Instituto Lula, de que a cota anteriormente adquirida poderia ser restituída a qualquer momento.

Outra questão é a reforma realizada no imóvel, que custou quase 800 mil reais e que foi paga pela OAS.

O sítio

Registrado em nome de um dos sócios de Fábio Luís, filho de Lula, o Sítio Santa Bárbara, localizado em Atibaia, era constantemente visitado por Lula e sua família. Segundo o ex-presidente, o sítio pertence a amigos e ele frequentava nos fins-de-semana para descansar.

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Relatórios do Palácio do Planalto revelam que entre 2012 e janeiro de 2016, Lula esteve no local 111 vezes. O sítio contou com reforma paga pela Odebrecht, ao custo de R$ 700 mil.

A coincidência

Em ambos os imóveis foram montadas cozinhas da mesma loja paulistana, pagas por Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. Incluindo mobiliário e eletrodomésticos, as cozinhas custaram juntas R$ 208 mil.

As investigações

Tanto o Ministério Público de São Paulo, quanto a Operação Lava Jato investigam se estes imóveis pertencem à família de Lula. Os promotores paulistas já ouviram mais de 30 testemunhas e continuam a questionar por que a OAS arcou com uma reforma deste porte, se não havia um comprador para o apartamento. Outra pergunta é: por que Marisa demorou seis anos para pedir a devolução dos valores pagos?

O procurador Cássio Conserino do MPSP, disse pretender denunciar Lula por lavagem de dinheiro.

Na página do ex-presidente no Facebook foi publicado um link para o site do Instituto Lula. Com o título "Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa", o texto acusa adversários e a imprensa de "invencionices" e afirma que tudo não passa de "armação".