Um grupo formado por 73 deputados, dos 513 que compõem a Câmara dos Deputados, possui a regalia de poder faltar sem precisar justificar a ausência ou ter descontado os dias que não compareceram do salário. Estão liberados para faltar integrantes da Mesa Diretora, líderes de bancadas, presidentes de comissões permanentes e de partidos, e até os ex-presidentes da Casa. No ano de 2015, foram 125 dias de sessões ordinárias

Um caso que chama a atenção de um dos integrantes desse seleto grupo é o do deputado Claudio Cajado (DEM-BA). Ele ocupa o cargo de procurador parlamentar, e por essa razão possui diversas atividades fora do plenário, precisando se ausentar muitas vezes.

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O deputado foi o 13º com o maior número de ausência, 39 no total, porém, todas suas faltas foram justificadas como “missão autorizada”.

Vale ressaltar que desde 1988 a Constituição prevê que se um parlamentar faltar mais de um terço das sessões ordinárias, ou seja, aquelas com previsão de votação em pauta, sem justificativa ele perderia o mandato. Desde então, apenas dois deputados foram cassados por esse motivo, são eles: Mario Bouchardet (MG) e Felipe Cheidde (SP).

Casos curiosos

Alguns casos de deputados faltosos chamam a atenção no ano de 2015. O deputado Simão Sessim (PP-RJ), por exemplo, não foi o que mais faltou, ficou em 4º lugar, mas o curioso é que todas as suas 60 faltas foram justificadas alegando algum problema de saúde. O campeão em faltas, e em justificativas, foi Wladimir Costa (SD-PA), com um total de 105 ausências nas 125 sessões.

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O deputado justificou 93 das suas 105 faltas “em decorrência de recomendações médicas”.

Mas nem só de exemplos de deputados faltosos vive a Câmara, alguns parlamentares dão o bom exemplo aos demais. 19 deputados estiveram presentes em todas as sessões, esse número representa apenas 4% de toda a Casa Legislativa.

Um caso curioso fica por conta do deputado Manato (SD-ES). O parlamentar do Espírito Santo está em seu 4º mandato, e a última vez que ele faltou foi em setembro de 2005, no dia do falecimento do seu pai. Ou seja, Manato está a mais de 10 anos sem faltara nenhuma sessão de votação. #Eduardo Cunha