O senador Romero Jucá(PMDB-RR), declarou em entrevista, no último dia 11, após reunião com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que o Congresso vai vetar a volta da cobrança do imposto sobre o cheque(CPMF), conforme vontade do #Governo para este ano. Na opinião do parlamentar, qualquer tentativa de se criar mais um imposto a ser cobrado no país, enfrentará dificuldades para ser aprovado pelo Legislativo. O senador do PMDB defende que o governo deve acenar com um plano pronto, que vise ao crescimento do país, assim como medidas que visem proteger a economia nacional, caso queira que algum tipo de tributação possa passr pelo crivo do congresso.

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A reunião com o ministro da Fazenda

A reunião com Nelson Barbosa serviu para que fosse definido quais seriam os cortes serem feitos pelo governo para este ano. Na ocasião, estavam presentes a própria Dilma Rousseff, além dos ministros da chamada área estratégica, a Casa Civil e do Planejamento. A princípio, era para ser publicado um decreto que limitasse os gastos do governo, até ontem, dia 12, prazo limite para o próprio governo. Em seguida outro, de caráter definitivo, seria publicado em março, com o objetivo de delimitar as despesas de custeio, ou discricionárias, por parte dos ministérios. De fato, isto foi feito ontem. O governo publicou medida provisória que delimita este tipo de despesa até o mês que vem, prazo necessário para o ordenação final de todos os gastos para o ano corrente.

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Entretanto, contrariando o esperado, os valores definidos não foram descritos na medida publicada nesta última sexta feira(12).

Se Dilma quiser aprovar a CPMF, tem que fazer a lição de casa

Falando a respeito da reunião com Dilma  e alguns ministros, o senador reconheceu que o próprio governo já fez vários cortes em seu orçamento. Ele afirmou que medidas de contenção de despesas seram impossíveis de serem feitas, pois o  que tinha que ser cortado, já foi feito. 

Com relação a questão da CPMF, Romero Jucá defendeu que, para que o congresso possa aprovar o imposto, ela (Dilma) terá que que oferecer alguma garantia de que os cortes serão efetuados. O governo terá que discutir como será o futuro do país, com tais medidas. Nas palavras do senador, a presidente terá que demonstrar que fez  ' o dever de casa '.

Na reunião com o ministro de Fazenda, o parlamentar disse duvidar da meta do PIB para esta ano de 0,5%. Ele preferiu se manter na expectativa da taxa zero e pediu a Barbosa que não mexesse nas reservas cambiais do país. O senador as considera uma garantia para o próprio governo. #Dilma Rousseff #Crise econômica