O deputado federal #Eduardo Cunha foi notificado nesta terça-feira, 16, sobre o pedido entregue pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, que solicita o seu afastamento de suas funções da Câmara dos Deputados. As acusações  contra o presidente da Câmara estão relacionadas ao uso do cargo para obstruir tanto as investigações feitas pela operação Lava jato, assim como o seu julgamento pelo Conselho de Ética na Câmara. O deputado tem um prazo de dez dias para que possa apresentar a sua defesa.  

As alegações da Procuradoria para pedir o afastamento de Cunha

O procurador Rodrigo Janot justifica em seu pedido que o presidente da Câmara possui o hábito de se utilizar do cargo para promover uma verdadeira intimidação entre os seus colegas correligionários.

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Cunha costuma intimidar e constranger parlamentares, advogados, réus e agentes do serviço público. 

Além de seu comportamento, pesam contra o presidente da Câmara as acusações de participar do esquema de recebimento de propinas da #Petrobras. Estas acusações também já foram entregues ao STF pela Procuradoria. A decisão deverá ser julgada em março pelo plenário do STF e, segundo o relator do processo, o ministro Teori Zavascki, a partir daí é que o Supremo poderá se pronunciar em definitivo sob o afastamento do parlamentar. 

Com relação à Lava Jato, Cunha é acusado de receber a quantia de US$ 5 milhões para que pudesse ser viabilizado a construção de navios sonda para a Petrobras. Ele ainda é citado pelo delator e lobista Fernando Baiano por receber parte  do valor em créditos para viagens de aviões particulares fretados pelos envolvidos no esquema.

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Além disto, o presidente da Câmara responde a outro processo da Lava Jato, no qual é acusado de manter contas secretas na Suíça, onde possivelmente parte do dinheiro da propina foi depositado.

Eduardo Cunha tenta se defender das acusações e culpa a Procuradoria Geral da República de querer  tentar desviar o foco do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Ele declara que não vai se afastar da presidência da Câmara por vontade própria e se manterá no cargo mesmo que venha a virar réu durante o processo. #Corrupção