A presidente Dilma Rousseff respondeu ontem dia 03, ao questionamento do juiz Federal, Vallisney de Souza Oliveira, no processo onde a mesma foi arrolada como testemunha de defesa do empresário Eduardo Valadão, considerado como um dos réus da operação Zelotes.

Dilma respondeu ao magistrado por meio de dois ofícios 

De acordo com Jorge Messias, subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, a presidente enviou dois ofícios em resposta ao questionamento do magistrado. No primeiro ofício, Dilma declara que não dispõe de nenhuma informação que possa contribuir com o caso. Em outro ofício, a presidente comunicou que vetou as alterações que foram sugeridas para a Medida Provisória 512, que chegou a ser sancionada no primeiro ano de mandato de Dilma, em 2011.

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Portanto,a chefe do poder executivo agiu no sentido de vetar qualquer tipo de alteração que pudesse trazer algum tipo de benefício para os acusados que estão investigados pela operação.

Os acusados que estão sendo processados pela Justiça

#Dilma Rousseff foi arrolada como testemunha a favor de Eduardo Valadão. Ele é acusado de intermediar o pagamento de Medidas Provisórias que pudessem favorecer alguns empresários, principalmente para o setor automobilístico. De acordo com as investigações, o empresário atuava como uma espécie de lobista, onde ele distribuía propina para servidores públicos que intermediassem a aprovação de tais medidas. Na denúncia oferecida à Justiça, uma dessas funcionárias é Lythia Spindola, que trabalhou na Casa Civil. Na época, ela recebeu propina, por intermédio de um escritório de advocacia que era de propriedade de seus filhos, para que fossem rapidamente aprovadas algumas emendas que beneficiassem alguns empresários da indústria automotiva.

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A assessoria jurídica da Casa Civil intercede em favor de Dilma

No despacho enviado ao juiz que preside o processo, o assessor da Casa Civil solicita ao poder judiciário que a presidente Dilma seja dispensada de prestar novos esclarecimentos no futuro, pois, nos termos da denúncia, já encaminhada ao Ministrério Público(MP), não existem novos fatos que possam envolver diretamente o nome de Dilma. Além disto, ela desconhece outros acontecimentos que possam trazer alguma informação adicional e que auxilie no esclarecimento do caso.

Além de Dilma, outros parlamentares que tiveram os nomes citados pela denúncias, optaram pelo mesmo procedimento da presidente e enviaram suas declarações por escrito. São eles: os senadores José Agripino Maia (DEM-RN) e Walter Pinheiro (PT-BA) e o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). Este último foi o relator de uma das medidas investigadas e o seu depoimento não convenceu aos advogados de defesa dos réus. Mesmo assim , foi mantida a delaração do deputado a pedido dos mesmos.  #Governo #Corrupção