Sinais dos tempos. No dia 6 de fevereiro de 2015, #Dilma Rousseff não só esteve na festa de 35 anos do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais como o defendeu veementemente, pedindo que a história da sigla fosse preservada. Naquela época, eclodia com força no Brasil inteiro a onda de notícias de corrupção na Petrobras, que mais tarde resultaria na Operação Lava Jato e em imensas dores de cabeça para a presidente.

"Temos coragem política o bastante para não desanimarmos diante dos desafios. Isso tem que nos fazer não vacilar e seguir em frente. Temos que preservar a história do nosso partido. A história do meu governo.

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A história do ex-presidente #Lula", disse, na época, a petista de carteirinha Dilma Rousseff.

Pouco mais de um ano depois, Dilma, neste sábado (27), não fez o menor esforço para participar da mesma festa petista, dessa vez em comemoração aos 36 anos. Em uma agenda pedida às pressas pelo Palácio do Planalto, Dilma foi ao Chile se reunir com a presidente Michele Bachelet. O lado petista fervoroso e militante de Dilma se apaga cada vez mais à medida que a divisão interna do partido compromete o seu mandato.

A ala majoritária do #PT, nesse momento, defende medidas que não convergem com o pensamento e as execuções da presidente. A reforma previdenciária, encarada como prioridade por Dilma, não é defendida pela imensa maioria dos petistas. A alta cúpula do partido já não faz questão de demonstrar publicamente apoio à mandatária.

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Lula, o único elo restante, esforça-se para manter os dois lados em clima ameno. Mas não tem conseguido.