O executivo ligado à empreiteira Odebrecht, Fernando Migliaccio da Silva, foi preso pela policia suíça tentando fechar contas e retirar os valores que estavam em um cofre em um banco em Genebra. Esse fato aconteceu no dia 17 de fevereiro. Migliaccio tem prisão preventiva decretada pelo Juiz Sergio Moro, por indícios de envolvimento nos esquemas de #Corrupção apuradas pela Operação #Lava Jato. O executivo foi preso por ordem do Ministério Público daquele país, as autoridades suíças não tinham conhecimento do mandato de prisão contra o executivo expedido no Brasil.

Segundo investigações da Lava Jato, Fernando Migliaccio da Silva tem várias empresas offshore e contas em pelo menos três bancos suíços.

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Essas contas e empresas foram utilizadas pela Odebrecht para pagar propinas, segundo as investigações da Lava Jato. Os e-mails utilizados pelo executivo, que foram investigados demonstraram que o executivo pagou propina para dois funcionários da Petrobras, Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa. Segundo as investigações ele utilizou duas offshore para pagar propina a Constructora Internacional Del Sur e a Klienfeld. As confirmações das operações foram, através da quebra de sigilo dos e-mails do executivo, onde dos endereços eletrônicos era da própria Odebrecht.

O publicitário João Santa e sua esposa Mônica Moura também receberam dinheiro oriundo da empresa Klienfeld. O dinheiro para o casal foi depositado na offshore ShellBill, que possui conta no banco Heritage.

De acordo com as investigações do Ministério Público Federal quando iniciaram as investigações da Lava Jato Migliaccio foi transferido para o Estados Unidos.

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Em 2015 esteve no Brasil, mas voltou para os Estados Unidos.

Em 2015 ele foi oficialmente desligado da empresa, segundo investigações do MPF ele continuou recebendo salário da construtora.

A mudança do executivo, segundo os investigadores foi uma manobra organizada por Marcelo Odebrecht, para dificultar as investigações.

O presidente atual da empresa Norberto Odebrecht, Benedicto Barbosa, era quem Marcelo Odebrecht para tratar dos assuntos ligados ao meio político inclusive os financeiros. Nas investigações apareceu um pagamento de R$100 mil para alguém com foro privilegiado.

Foram encontradas planilhas de reuniões de Marcelo Odebrecht com vários envolvidos nas investigações, dentre eles José Dirceu.