Nesta segunda-feira (22), foi deflagrada mais uma fase das operações de combate à #Corrupção, "Operação Acarajé", braço da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O que caracteriza a mais nova fase de investigações é a decretação da prisão do marqueteiro das campanhas eleitorais petistas, João Santana, que atuou no comando publicitário das campanhas à presidência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual mandatária do País, Dilma Rousseff.

A prisão aguardada de João Santana, tem poder devastador sobre os processos de #Impeachment e de cassação da presidente Dilma, pois o publicitário recebeu repasses ilegais de recursos provenientes dos cofres públicos da Petrobras, através de empreiteiras envolvidas no esquema de distribuição de propina, como por exemplo, a empresa Odebrecht.

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Um forte ingrediente é o repasse milionário ao marqueteiro João Santana, no valor de 7,5 milhões de dólares, no exterior. Para complicar ainda mais a situação da presidente Dilma, os mais recentes repasses de dinheiro à Santana ocorreram no final do ano de 2014, período em que se realizava a campanha eleitoral da presidente. Basta lembrar que a campanha daquele ano foi marcada por uma sucessão de mentiras em cadeia de Rádio e TV, em que Dilma se comprometia, por exemplo, em não alterar os direitos trabalhistas, o que não aconteceu, após ser reeleita.

A trama do repasse

O dinheiro ilícito, repassado ao marqueteiro petista, teve como "pano de fundo" a participação de Zwi Kornicki, que atuou repassando ilegalmente à offshore panamenha Shellbill Finance SA, de Santana e sua esposa e sócia Mônica Moura, que também está com a prisão decretada pela Polícia Federal.

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A empresa mencionada do casal não foi declarada às autoridades brasileiras. As transações financeiras realizadas à offshore, totalizaram mais de 4,5 milhões de dólares. Já a outra parte do dinheiro desviado dos cofres públicos da Petrobrás, veio através do Grupo Odebrecht, que destinou cerca de 3 milhões de dólares, de acordo com as suspeitas da PF, pois são fortíssimos os indícios de que o dinheiro tenha origem no "Petrolão", já que são relacionados a "serviços eleitorais prestados para campanha de partidos políticos". A defesa de Zwi Kornicki afirmou que pretende se manifestar nos autos. #Dilma Rousseff