O juiz Sérgio Moro que conduz as investigações da operação 'Lava Jato' da Polícia Federal, autorizou que a PF abra inquérito para investigar o ex-presidente #Lula.

A partir dessa autorização a Polícia Federal irá instaurar o inquérito que visa investigar as reformas no sítio de Atibaia que é comprovadamente frequentado pelo ex-presidente e seus familiares.

O acesso aos documentos liberados pelo juiz Sérgio Moro para que se dê prosseguimento com as investigações tem caráter sigiloso e não seu conteúdo não foi liberado ao conhecimento da imprensa.

A autorização para o inquérito contra Lula foi dado pelo juiz no dia 4 de fevereiro, porém com os recessos de carnaval, apenas no dia 9 entrou no sistema da Justiça Federal do Paraná, estado onde Moro exerce suas atribuições.

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Segundo o juiz Sérgio Moro o desmembramento das investigações foi requerido pela própria Polícia Federal e ele apenas 'deu autorização' para que ela dê início a essa nova fase da investigação diretamente ligada ao ex-presidente.

O que é esperado pelo juiz Moro é que a Polícia Federal apure o envolvimento das empreiteiras investigadas na operação Lava Jato com as reformas no sítio de Atibaia, que até o momento não está relacionada como propriedade de Lula ou de seus familiares, entretanto sabe-se que ele frequenta 'com frequência' as instalações.

Anteriormente à autorização dada pelo juiz Sérgio Moro as investigações estavam relacionadas exclusivamente a empreiteira OAS, que é uma das envolvidas na Lava Jato e até então era foco exclusivo nessa fase da investigação por conta da reforma em Atibaia.

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Essa autorização amplia o 'poder de investigação' da PF até o ex-presidente e seus familiares. A suspeita é de que ele seja o beneficiado pela reforma no sítio, pois sua família comprovadamente frequentou por diversas vezes o local.

Em resposta o Instituto Lula afirmou que de fato o ex-presidente e sua família frequentam o sítio de Atibaia e que ele nunca escondeu esse fato. O Instituto afirmou ainda que o sítio pertence a amigos e que não há nada de ilegal nisso. "Esses fatos não servem para vincular a imagem do ex-presidente Lula a qualquer suspeita ou investigação", finalizou o Instituto Lula. #Corrupção