O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva esperou um momento oportuno para vir a público com o intuito de se defender das acusações de corrupção que vem recebendo por suposto dinheiro recebido de empreiteiras. Alvo do Ministério Público e da #Polícia Federal, o político discursou com fervor na festa do #PT e foi enfático ao afirmar que "acabou a fase Lulinha paz e amor", expressão que ganhou força nas eleições de 2002, dando a entender sua intenção de limpar o seu nome de uma vez por todas.

Esta foi a primeira vez em que Lula falou abertamente sobre o fato de supostamente possuir duas propriedades em seu nome, não compatíveis com seus rendimentos declarados.

Publicidade
Publicidade

Segundo ele, o sítio que visita em Atibaia teria sido um presente do amigo Jacob Bittar, ex-prefeito de Campinas, no interior de São Paulo. A intenção era ajudar o companheiro após o término de seu mandato. "Ele (Bittar) inventou de comprar a chácara para eu descansar depois que eu deixasse a presidência e fizeram uma surpresa para mim", explicou.

Quanto ao trípex em Guarujá, no litoral sul de São Paulo, Lula desmentiu ser o proprietário do imóvel de luxo, que teria sido adquirido através de acordos com a construtora OAS. "Eu digo que não tenho o apartamento. A empresa diz que não é meu. E um cidadão do Ministério Público, obedecendo ipsis litteris o jornal 'O Globo' e a 'Rede Globo', costuma dizer que o tríplex é meu", disparou. Para o ex-presidente, esta espécie de perseguição sobre sua vida pessoal parte da própria mídia, que estaria pressionando o Ministério Público.

Publicidade

Lula ainda demonstrou tranquilidade ao informar que terá seus sigilos bancários, telefônico e fiscal quebrados. Aos 70 anos, o ex-presidente, que governou o País entre 2002 e 2010, deixou claro que se a intimação para que sua vida seja esmiuçada pelos órgãos competentes, ele não terá arrependimentos, desde que seja o preço justo para provar sua inocência em todo este imbróglio. "Só espero receber depois um atestado de idoneidade", resumiu.

Sem descartar a possibilidade de se candidatar novamente em 2018 - apesar de sofrer com um índice de rejeição de 61% para intenções de voto, segundo a última pesquisa do Ibope -, Lula defendeu o governo atual da presidente Dilma Rousseff, mesmo com alguma tensão existente entre as partes. Ele também deixou evidente que os simpatizantes e membros do PT não podem se abater com o atual momento da política brasileira e com ambiente conturbado do Congresso.