O ex-presidente #Lula, mais uma vez, roubou a cena. Foi no último dia 27, quando o seu partido, o #PT, comemorou com muito estilo e muito barulho os seus 36 anos de existência. A festa foi comemorada no Rio de Janeiro e teve direito a bolo e velinhas, que naturalmente foram apagadas pelo verdadeiro anfitrião da festa. No seu discurso de praxe, Lula voltou a atacar aqueles que ele diz que querem derrubá-lo e lançou a possibilidade de voltar à cena política, concorrendo novamente ao único cargo político que ocupou durante toda a sua vida, a presidência da República.

O ex-dirigente sindical tentou se desvencilhar do caso do sítio em Atibaia, mas acabou confirmando, publicamente, que fora presenteado por seus amigos e pelo PT.

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As acusações daqueles que querem derrubá-lo

Como sempre, Lula não foi piedoso e nem poupou adjetivos e simulações ensaiadas no ataque a seus inimigos. Ele foi direto, em suas críticas, à oposição e à imprensa, que segundo o mesmo, querem atingí-lo. Nos seu discurso, em tom ofensivo, declarou que manobras estão sendo feitas para que ele possa ser criminlizado, sem direito a nenhum tipo de julgamento. Isto estaria sendo feito por meio de vazamento de informações a seu respeito, sem nenhum tipo de confirmação.

As contradiçoes sobre o sítio de Atibaia 

No início do discurso, ele negou que fosse o dono do sítio em Atibaia, pois a propriedade havia sido comprada por um amigo, Jacó Bittar. O lugar poderia ser utilizado pela famíla Lula, como descanso, após o ex-presidente deixar o poder. Mais adiante, em tamanha contradição e animado pelo calor do discurso, talvez, Lula admitiu que havia ganhado o sítio de presente de seu amigo e dos 'outros companheiros' do PT.

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Ele pode voltar à presidência em 2018 e apesar de ser  'vítima', diz que não fugirá à 'luta'

Na sua ânsia de defesa, ao atacar seus adversários, Lula admitiu que poderá ser candidato novamente à presidência em 2018. Ele desafiou diretamente a todos os seus inimigos e disse que terão que lutar muito para derrotá-lo. O ex-presidente disse que, aqueles que querem destruí-lo, terão que lutar contra o próprio povo brasileiro que o elegeu democraticamente nas urnas. 

Quanto à Dilma, Lula afirmou que, apesar das divergências com o PT, ele será o primeiro a liderar um verdadeiro exército que se colocará ao lado da presidente e contra o seu impeachment. Ele afirmou que a mesma precisa de um apoio contra os constantes ataques que vem sofrendo, principalmente, do próprio Congresso.

No seu discurso, ao se defender das acusações, Lula atacou o Ministério Público e a Polícia Federal, quando declarou que terá seus sigilos telefônico, fiscal e bancário quebrados para investigação. Ele não declarou o motivo. No melhor estilo virtuoso de quem é vítima, declarou que se tudo tiver que ser assim, 'se este for o preço que a gente tem que pagar para provar a inocência, eu vou fazer', declarou ao público que lotou o Armazém da Utopia, na zona portuária do Rio de Janeiro. #Eleições