Já virou rotina. Basta #Lula ou Dilma aparecerem em cadeia nacional na televisão para que o famoso "panelaço" tome conta dos bairros das principais cidades brasileiras. Na noite desta terça-feira (23), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se propôs a falar à população brasileira durante o programa partidário do #PT, que teve aproximadamente 10 minutos. #Dilma Rousseff, dessa vez, optou por não aparecer.

A frase mais marcante de Lula em sua aparição foi quando disse que "erramos, mas acertamos muito mais". O ex-presidente também garantiu que o Brasil foi quem mais lutou contra a desigualdade social e que virou "moda" falar mal do país.

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No mesmo programa, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, foi na mesma linha de Lula e fez questão de ressaltar as virtudes e o legado dos governos do PT.

Para os "paneleiros", tudo não passava de balela. Em São Paulo, bairros como Pinheiros, Vila Madalena, Saúde, Campo Belo e Bela Vista tiveram registro de protesto contra os petistas através das panelas. Outras capitais do país como Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília também receberam "panelaços"

Nada de defesa

Com um sorriso no rosto durante praticamente toda a sua fala, Lula adotou uma postura institucional e optou por falar apenas do seu partido, da sua avaliação do cenário político e dos avanços que o Brasil teve a partir dos governos do PT. Em nenhum momento o ex-presidente buscou se defender das atuais investigações que envolvem o seu nome, em especial às que o ligam com empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, como a OAS.

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Ao mesmo tempo, a prisão do marqueteiro João Santana ocorrida nesta terça-feira (23) passou em branco durante todo o programa exibido, ainda que ele tenha sido gravado anteriormente. Santana foi o grande líder e mentor das últimas campanhas petistas, tendo sido elo fundamental para as eleições e reeleições de Lula e Dilma Rousseff. O marqueteiro e sua esposa Monica Moura foram pegos pela 23°. fase da Lava Jato.

A principal acusação que recai sobre os dois é de que teriam recebido US$ 7,5 milhões fora do Brasil por meio de Zwi Skornicki, lobista ligado a negócios com a Petrobras, além das chamadas "offshores" relacionadas à Odebrecht.

Panelaço

O chamado "panelaço" foi uma das formas que os grupos contrários ao governo Dilma e a população insatisfeita com a atual gestão presidencial encontraram para protestar. A ação passou a ganhar maior notoriedade quando Dilma Rousseff fez um pronunciamento em cadeia de rádio e TV no Dia da Mulher do ano passado. Desde então, a presidente tem evitado aparecer dessa forma justamente para impedir um desgaste ainda maior com os brasileiros.

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Prova disso é que após um dos principais protestos favoráveis ao impeachment ocorrido no ano passado, Dilma escalou dois homens fortes do seu governo para concederem entrevista coletiva em seu lugar depois das manifestações. Os ministros José Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto tiveram que falar em nome do Palácio do Planalto sobre os reflexos dos protestos do dia 15 de março do ano passado. Ao menos naquele dia, Dilma evitou o "panelaço" - algo que Lula não conseguiu nesta terça-feira.