Setores considerados 'técnicos' do Ministério da Justiça, o que inclui servidores da Polícia Federal, estão fazendo "estudos preliminares" sobre o fato de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (#PSDB) ter enviado dinheiro para o exterior, via empresa. O dinheiro era para a jornalista Miriam Dutra, com quem ele teve um filho, fruto de um relacionamento extraconjugal, entre os anos 80 e 90. Fernando Henrique admitiu que ajudava no sustento do filho, mas preferiu não se pronunciar sobre a Brasif e que vai esperar a empresa se manifestar.

"Tudo o que sai na imprensa nós automaticamente avaliamos se há indício ou não para abertura de inquérito", afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

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Ele não deu mais detalhes. "Não podemos prejulgar nada. Não podemos condenar ninguém antecipadamente", resumiu.

Depois de romper um silêncio de anos, a jornalista Miriam Dutra afirmou que o ex-presidente FHC ajudava no sustento do filho Tomas Dutra, hoje com 24 anos. Miriam contou que foi feito um contrato fictício com a empresa Brasif S/A - Importação e Exportação, que ficou responsável pelo pagamento de 3 mil dólares mensais. No entanto, Miriam disse que nunca houve nenhum tipo de prestação de serviços. FHC admitiu que houve o contrato com a Brasif, mas que ele mesmo repassou 100 mil dólares à empresa, que por sua vez fazia os depósitos mensais. Mas preferiu esperar a manifestação oficial da empresa.

A Brasif é uma das maiores concessionárias de free shop do Brasil - lojas que atuam em aeroportos e que são isentas de impostos.

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A irmã de Miriam Dutra, Margrit Dutra Schimidt aparece como funcionária "fantasma" do Senado, locada no gabinete do senador José Serra (PSDB). O trabalho seria irregular, pois ela teria que cumprir uma jornada de nove horas diárias, mas trabalharia de casa, o que é irregular pela normas do Senado. O assunto foi reportagem do jornal "Estado de São Paulo".

Margrit ocupa o cargo de forma comissionada (sem concurso público e sem estabilidade) e recebeu remuneração básica de R$ 9.456,13 e salário líquido de R$ 7.353,14 em dezembro de 2015, segundo consta no portal de transparência do Senado.

À imprensa, o senador José Serra disse que conhece Margrit e que trabalha em um projeto "sigiloso". "Ainda é um projeto sigiloso, peço que você não adiante o que é. Lançarei em breve", afirmou.

No Senado, a informação é que Margrit Dutra está na República Dominicana.    #Crise