Em um referendo popular realizado neste domingo, 22, os bolivianos escolherem por 52,3% dos votos que o atual presidente Evo Morales não deve concorrer mais uma vez ao cargo em 2019. Os outros 47,7% não conseguiram superar aqueles que querem a alternância de poder no país.

Eleito em 2005, Evo tem utilizando o mandato para adiar a sua saída do posto, seja convocando plebiscitos, alterando a constituição boliviana ou acionando a justiça para continuar administrando o país. Mas desta vez a população escolheu pela não continuidade dele, preferindo #Eleições livres no futuro.

Isso não impede que ele indique um sucessor para as novas eleições no país, considerando que a economia da Bolívia está em condições normais de inflação controlada, desemprego relativamente baixo, temporada de grandes conquistas sociais e inclusão indígena e também um crescimento interno bruto na média de 4%.

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Considerando a queda do preço do petróleo e gás e também a crise global que afeta a maioria dos países como o Brasil, por exemplo, a Bolívia tem se mostrado forte sendo a maior produtora de gás na América Latina.

ADIÓS EVO

A derrota nas urnas reflete em parte o início de uma nova vertente dos países latinos, que apontam para um reequilíbrio político na região após o crescimento dos partidos de esquerda. A Argentina elegeu um direitista recentemente, a Bolívia vai promover eleições em breve e na Venezuela a oposição de direita tem obtidos vitórias na Assembleia Nacional.

DOZE ANOS 

Se Evo Morales conquistasse uma vitória no referendo que foi articulado por ele, a Bolívia teria a possibilidade de um presidente governar o país por três mandatos consecutivos, sendo um exemplo similar na Venezuela, onde Nícolas Maduro também desejava assumir o poder por mais tempo que a constituição permitia.

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OBSERVADORES INTERNACIONAIS 

A União de Nações Sul Americanas (UNASUL) e a Organização de Estados Americanos (OEA) passaram o dia na Bolívia para acompanhar o andamento das votações em várias partes do país. O papel como observadores é verificar se o processo de escolha estava sendo realizado de maneira democrática e sem interferência de militantes ou ações governistas antidemocráticas. Segundo os observadores, o referendo ocorreu de forma pacífica e não houve registro de incidentes graves no país. #Governo #Mercosul