A Operação #Lava Jato da Polícia Federal apresenta os dados da mega investigação sobre toda a corrupção instalada na Petrobrás, o chamado: '#Petrolão'. Todo o trabalho desempenhado pelos procuradores da força-tarefa, Ministério Público e Polícia Federal foram tema de palestra nos Estados Unidos.

Através de uma explanações e respostas às dúvidas, o procurador da Operação Lava Jato, Antonio Carlos Welter, se apresentou para um público que lotou uma sala na sede da Americas Society/Council of the Americas, em Manhattan, em Nova York, 'capital financeira' do mundo.

Corrupção sistêmica

Welter afirmou em evento na noite de terça-feira (09) que toda a operação comandada pelo juiz Sérgio Moro, se iniciou há 2 anos e de forma modesta, o que mais tarde revelaria um mega esquema de #Corrupção no seio da Petrobrás, resultando em desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira e que envolvia políticos, empreiteiros, doleiros e executivos da companhia.

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Ainda de acordo com o procurador da força-tarefa da Lava Jato: "conseguiu se demonstrar que havia uma organização criminosa", disse Welter, ao afirmar que era composta por 4 grandes núcleos: grandes empreiteiras, doleiros, funcionários da Petrobrás, além de políticos, (parlamentares e autoridades do governo). Welter surpreendeu a platéia presente ao declarar que " não se para mais de puxar o fio", disse , em se tratando da corrupção desenfreada que se desvendou até agora, além de descobertas quase que diárias sobre novos casos de corrupção, já que no início, o esquema que se iniciou na maior estatal brasileira, envolvia primeiramente cinco doleiros, até chegar aos diretores da companhia, e a participação de políticos no sistema de desvios de  propina da Petrobrás.

O procurador Antonio Carlos Welter ressaltou ainda perante à platéia norte-americana, que todos se sentiram de certa forma, prejudicados no Brasil, tanto a população brasileira que sentiu "sangrada", quanto também os investidores que compraram ações da companhia estatal, de acordo com suas palavras.

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Welter salientou ainda que o êxito nos 2 anos da Operação Lava Jato a se cumprir em abril próximo, é também devido ao apoio das instituições, como: Banco Central, Receita Federal, Polícia Federal e principalmente o apoio maciço da opinião pública brasileira, resultando num "agregar" de forças. Questionado por um dos participantes se a Lava Jato estaria, de certa forma, prejudicando a Petrobrás, Welter foi categórico em dizer que não vê o trabalho da força-tarefa como algo ruim, mas sim algo bom para a companhia, pois seria muito pior se a Petrobrás continuasse se denegrindo, envolvida plenamente em corrupção desencadeada através do pagamento de propina.