O juiz Sérgio Moro, responsável pela condução da operação #Lava Jato, confirmou junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que há a devida comprovação de que a Petrobras pagou propina em forma de doações eleitorais para a campanha de #Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer para a presidência da República. As informações foram prestadas ao órgão, no mês de outubro do ano passado, através de ofício. O magistrado ressaltou a necessidade de que, os delatores que atuavam junto à estatal, deveriam ser ouvidos dentro do processo movido pelo PSDB que apura o caso. .

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Confirmadas as acusações do PSDB contra Dilma e o esquema da Petrobras

As suspeitas do esquema de #Corrupção existente dentro da Petrobras e que aos poucos começou a ser desmontado pela operação Lava Jato, motivaram o PSDB a entrar na Justiça com uma ação questionando a legalidade do pleito que reconduziu Dilma ao Palácio do Planalto. Moro já havia confirmado as dúvidas do partido ao ratificar o fato em questão.

O objetivo do PSDB com as ações, em número de quatro, seria denunciar o abuso econômico cometido pela presidente e seu vice durante todo o processo eleitoral e assim, levar ao seu lugar, o segundo colocado, o senador Aécio Neves.

Ao responder as indagações do TSE, Moro enviou os dados das denúncias feitas contra todas as empresas que participavam do esquema.

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São elas: UTC, Engevix, Galvão Bueno, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior e Setal Óleo e Gás. Sem especificar nomes aos quais, os desvios de dinheiro foram registrados em forma de doação registrada, o juiz chamou a atenção para o fato de que era preciso que o Tribunal ouvisse com um maior rigor os delatores que ajudavam a operar o esquema. 

Os delatores apontados por Sérgio Moro 

Na descrição do magistrado deveriam ser incluídos Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento, Pedro Barusco, ex-gerente, o executivo Augusto Mendonça, o dono da UTC Ricardo Pessoa, o doleiro Alberto Yousseff e o lobista Milton Pascowitch. Os nomes citados já haviam confirmado em declarações anteriores que os repasses de propina eram feitos pela Petrobras para o financiamento de campanhas eleitorais. Seguindo a mesma linha de raciocínio, outras investigações estão sendo feitas para apurar quais outras campanhas foram beneficiadas com o esquema. .

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O PSDB já requisitou à Justiça que os nomes dos delatores sejam incluídos no processo. A decisão ainda não foi tomada  pela aceitação ou não do pedido. A defesa de Dilma contesta tal procedimento, visto que, todos os elementos que compõem o processo já foram incluídos na fase de primeira instância. Portanto, no entendimento dos advogados, não cabe mais juntar fatos novos aos que já foram incluídos na fase inicial.

Os advogados de defesa desprezam qualquer tentativa de acusação de pagamento de propina, pois não existem provas conclusivas. Além disto, todas as contas de campanha foram analisadas e aprovadas pelo próprio TSE e as ações impetradas anteriormente já foram rejeitadas pela Justiça em ocasiões anteriores.