Na 24.ª fase da Operação #Lava Jato, os procuradores relatam a sistemática do esquema criminoso de propinas na Petrobras e concluem que #Lula é personagem central do esquema. Pedro Corrêa, ex-presidente do Partido Progressista (PP), preso há quase um ano na Lava Jato, dá a trajetória do esquema que já perdura há dez anos. Segundo Pedro Corrêa, ele era responsável para dar sustentação ao seu partido e em troca recebia propinas de contratos fechados na diretoria de abastecimento da Petrobras, que era comandada na época por Paulo Roberto Costa. Segundo disse na sua delação, Lula sabia do esquema criminoso do Petrolão.

Delação implica petistas

Em sua delação, Pedro Corrêa cita mais de 130 agentes políticos e entre eles o ex-presidente Lula, que tem papel principal no esquema de acordo com os investigadores ouvidos pela revista Época.

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Pedro Corrêa prometeu contar cinco episódios comprometendo Lula nas investigações e neles relata os encontros com o ex-presidente para cobrar mais espaço no esquema criminoso. Nesses encontros, Lula teria respondido que "Paulinho", o Paulo Roberto Costa, indicado pelo ex-presidente para a diretoria de abastecimento da Petrobras, estava abastecendo bem o partido da base aliada (PP) e a divisão era proporcional entre o #PT e o PP.

Relatos

Nos relatos de Pedro Corrêa, entre 2010 e 2011, ele e seu colega João Pizzolati foram ao escritório do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, petista de longa data, para ajudar a fechar  uma operação de compra e venda de petróleo na Petrobras. Nesse encontro estavam Marcos Valério e um empresário, cujo nome não se lembra, para fecharem o negócio que daria um lucro muito alto.

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Logo após, foram falar com Paulo Roberto Costa que disse que não fecharia o negócio porque não confiava no empresário e que ele não tinha boa fama na Petrobras. Entretanto, alguns meses depois, o contrato foi fechado com o aval do ex-presidente Lula.

Destino das investigaçõoes 

A partir das delações de Pedro Corrêa, o Ministério Público vai investigar o destino da propina recebida no esquema criminoso. Segundo conclusões do MP, através das delações, o esquema do Petrolão abastecia o Mensalão. De acordo com Pedro Corrêa, a Dinamo Distribuidora de Petróleo depositou R$1,7 milhões na conta bancária da empresa 2S Participações, de propriedade de Marcos Valério. Afirma-se que a pessoa responsável pelos depósitos pedidos à Dinamo para a 2S era o ex-assessor do PP Cláudio Genu. Quando tais informações vieram à tona, a Dinamo justificou que a empresa de Marcos Valério tinha comprado 25 títulos da Eletrobras para quitar dívidas de tributos com o governo federal. Mas, na verdade, o dinheiro foi uma devolução a Marcos Valério pelo empréstimo feito para um adiantamento de propina no mensalão. Concluindo, o Petrolão e o Mensalão se misturam, formando pontas de um mesmo esquema.