Representantes do #PSDB tentaram aproveitar as manifestações deste domingo, dia 13 de março, para, quem sabe, aumentar o grau de popularidade do partido. Entretanto, a massa reunida na avenida Paulista pouco se importou se os principais opositores do governo de Dilma Rousseff estiveram presentes na concentração, e praticamente colocou o presidente do Senado, #Aécio Neves, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin para correrem do local. Eles permaneceram por somente meia-hora na concentração.

Segundo o Datafolha, por volta das 16h já havia uma concentração de 450 mil pessoas na principal via da capital paulista. A Polícia Militar, em nota oficial, depois atualizou os números, aumentando o contingente de manifestantes para 1 milhão e 400 mil pessoas no horário de pico.

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A PM utilizou programa COPOM online para realizar a verificação. Entretanto, somente nesta segunda-feira (14) relatórios oficiais sobre o total de pessoas que estiveram no ato será revelado.

Aécio Neves, que por pouco não superou Dilma nas últimas eleições presidenciais, e o governador Alckmin, surgiram nas manifestações dentro de uma van, que se deslocou atrás do MASP (Museu de Artes de São Paulo). Os dois líderes dos tucanos foram xingados por grande parte do grupo que se situava no local, não poupando ofensas até de cunho pessoal à dupla. Em contrapartida, outra turma tentou dar apoio aos políticos do PSDB, atacando a atual presidente.

Apesar dos conflitos, a cúpula do PSDB não demonstrou desaprovação com a "recepção" pouco calorosa dos manisfestantes. Em nota divulgada pelo partido, houve motivo para celebrar o encontro.

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"O governador Geraldo Alckmin, os senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes e demais lideranças do PSDB ficaram extremamente satisfeitos com a recepção da população que compareceu na Avenida Paulista neste domingo (13)", informou a nota.

Porém, com os insultos desferidos contra a cúpula tucana, inclusive com acusações chamando os políticos de "ladrões", "bundões" e até "oportunistas", a nota se estendeu, dando a entender que os tucanos estiverem presentes com o intuito de somente fortalecer o movimento. "Nunca estiveram previstos discursos de qualquer um deles. É, portanto, mentirosa e equivocada a informação de que eles desistiram de suas falas", informou o comunicado.

O PSDB deve se pronunciar oficialmente sobre o resultados das manifestações por todo o País nesta segunda-feira. Líderes regionais estiveram presentes nos locais onde foram convidadas a participar e contaram com boa parte do apoio da população. Em São Paulo, o mais provável é que a rejeição sobre Alckmin tenha desencadeado uma reação mais agressiva dos grupos que ofenderam os tucanos. Aécio, por sua vez, tem sido questionado por sua falta de liderança no Senado. Além dos gritos de "Fora Dilma!", os manifestantes contam mais empenho do principal partido de oposição para derrubar o governo petista. #Crise no Brasil