De acordo com a revista Isto é, o HSBC foi usado para desvios milionários de Alberto Youssef, doleiro preso na operação #Lava Jato. O banco HSBC já é considerado um dos maiores escândalos de lavagem de dinheiro desvendados até hoje pela operação. Segundo o MPF, o banco é investigado pelas práticas criminosas de desvio de verbas públicas jamais visto até hoje na história do Brasil. O banco que já estava sendo investigado pelo Ministério Público da Suíça mantinha práticas condenadas pelas regras internacionais de combate ao crime de lavagem de dinheiro. Dentro da lista de suspeitos estão inclusive astros de Hollywood. E na devassa feita pelos agentes da Suíça em Genebra descobriu-se 8,7 mil contas de brasileiros.

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Lava Jato em missão

A operação Lava Jato, em investigações, desvendou o elo entre o #Petrolão e o escândalo do HSBC. A mesma reuniu provas de que operações ilegais de esquema de propinas em contratos na #Petrobras usaram a filial do banco no Brasil para lavagem de dinheiro. A GFD investimentos, empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef, era cliente da sede do banco em São Paulo e recebeu, entre 2009 e 2013, mais de R$ 84 milhões em depósitos feitos em sua maioria pelas empreiteiras que agiam nos desvios da Petrobras, entre elas UTC, Engevix, Mendes Júnior e a Sanko Sider. Em suas investigações a Lava Jato descobriu mais de 10 suspeitos envolvidos no Petrolão, incluindo Pedro Barusco. Entretanto é a primeira vez que relacionam o centro de origem do esquema do Petrolão com o HSBC.

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Em entrevista à Isto é, os investigadores da PF constatam que em dezembro de 2015 a GFD investimentos não exerceu atividades e apenas funcionou como fachada para lavagem de dinheiro público e que nunca prestou serviços a qualquer das empresas contratadas pela Petrobras, sendo assim, não há justificativa legal para os pagamentos. De acordo com o extrato de suas movimentações, foram feitos mais de 3,4 mil operações como saques, depósitos e transferências no período de novembro de 2009 a Março de 2014. Tais transações foram feitas 4 dias depois do começo da Lava Jato. No total das transações feitas pela GFD, 98% são no HSBC.

Investigações em curso

O MPF constata, ainda, que a GFD investimentos foi aberta em abril de 2009 por Youssef e movimentou recursos criminosos através de lavagem de dinheiro. A empresa recebeu, em Setembro, R$ 9 milhões da offshore. Segundo Meire Poza, ex- secretária de Youssef, ele usava as contas para movimentar o dinheiro e, nos quatro anos de operações, Alberto Youssef simulou negócios e consultorias fantasmas para justificar os desvios criminosos da Petrobras com a anuência de Paulo Roberto Costa.