Dia após dia surgem mais novidades sobre #Lula e a série de investigações de que tem sido alvo. A revista 'Época' divulgou nessa sexta-feira, 11, que a Polícia Federal encontrou bens diversos, inclusive muitos oriundos do Palácio do Planalto em um cofre no Banco do Brasil, bem como boa parte do restante dos 'presentes' ganhos por Lula estavam em 10 contêineres na cidade de Barueri, região metropolitana de São Paulo.

A custódia dos bens guardados nos contêineres estariam avaliados em R$ 1,3 milhão e foram bancados não por Lula, mas pela construtora OAS, que está envolvida no Petrolão, conforme informações divulgadas pela #Polícia Federal.

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Já o cofre no Banco do Brasil, segundo o gerente da agência, não possui custo de armazenagem para o responsável pelos bens.

O Tribunal de Contas da União solicitou que seja feita uma apuração para verificar se houve algum desvio ou desaparecimento de bens da Alvorada e Planalto. No dia 9 de março o Senado aprovou o requerimento. O advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin, alegou que tais discussões sobre o acervo presidencial fogem do foco da #Lava Jato, desviando o assunto. Disse ainda que se for encontrada alguma irregularidade, que o mesmo procedimento seja realizado com todos os ex-presidentes da república e que não cabe a Lava Jato investigar, mas sim o MPF.

Durante abertura e análise dos bens guardados em 23 caixas em um cofre de uma agência do Banco do Brasil em São Paulo, foram encontradas obras de arte e joias de elevado valor.

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Também foi localizado o crucifixo talhado em madeira que alguns jornais disseram ter sumido do Planalto, entretanto, conforme fontes como a própria revista 'Época' de 2011, o item foi dado para Lula pelo diretor da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração em 2003 e o presente está avaliado em R$60 mil.

O objetivo da polícia era o de analisar o que pertence à Lula como bem pessoal e presentes obtidos ao longo dos 8 naos como presidente do Brasil e o que pode ter sido apropriado indevidamente da União. A análise do acervo de presentes de Lula durou dois dias. Se for comprovado que há bens da União, o ex-presidente responderá, além dos atuais processos e investigações, pelo crime de peculato, que terá pedido assessório de inelegibilidade para as próximas eleições.

Até o momento não há confirmações sobre bens apropriados, apenas especulações que correm pela internet através de sites não oficiais. Somente a Polícia Federal poderá dar um parecer correto para a imprensa.