Os escândalos políticos no Brasil se proliferam a uma velocidade enorme. Agora é a vez do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), aquele mesmo que em abril do ano passado agiu de forma truculenta contra os professores do seu estado. João Otávio de Noronha, por sua vez, que é ministro do STJ - Superior Tribunal de Justiça permitiu finalmente, diligências no chamado inquérito 1093, o qual investiga a participação de Richa em toda a #Corrupção na Receita Estadual, fato esse anunciado pela Operação Publicano

Luiz Antônio de Souza, auditor fiscal, constitui-se no elemento principal de delação, e disse que entre abril e maio de 2015, ratificando recentemente suas declarações na Justiça Estadual em Londrina, cidade do norte paranaense, que a campanha para reeleição do governador tucano em 2014, foi alimentada por parte significativa de todo o dinheiro arrecadado ilegalmente. 

O Gaeco - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Londrina foi o responsável por desencadear a Operação Pelicano e até agora os resultados foram: 6 ações penais e 5 ações cíveis em 1.º plano da Justiça do Estado.

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Entretanto, a sequência de uma dessas ações penais (Operação Publicano II), está parada por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná; enquanto que a Publicano I tem audiências agendadas para o mês de março/2016. 

Por Richa ter cargo no Executivo, possui também foro especial e não pode sofrer investigação dos promotores de Justiça de Londrina. Quem cuida então da questão é a PGR - Procuradoria Geral da República, com sede em Brasília que por intermédio da homologação do STJ, poderá aí sim, investigar o envolvimento do tucano no desvio das verbas. 

A PGR no caso de Beto Richa terá como prazo, 20 dias para somente escutar os envolvidos no caso de corrupção. Se isso vai ocorrer em Londrina, Curitiba ou em Brasília, ainda não se sabe, mas os advogados de Beto já tiveram acesso ao inquérito. Depois desse prazo, a PGR se pronunciará novamente e poderá pedir por mais tempo, novas buscas e investigações, para que o caso seja arquivado ou denunciar o governador.

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É responsabilidade do Ministro Noronha, deferir ou não as solicitações da PGR. 

Rodrigo de Bittencourt Mudrovitsch, advogado de Richa na capital federal disse já ter sido notificado sobre a decisão do ministro Noronha quanto à permissão das diligências. Por sua vez, como é de praxe dos políticos brasileiros, Richa disse textualmente: “não tenho nada a temer. Todas as doações recebidas pela minha campanha foram legais e declaradas à Justiça. Sou o maior interessado no esclarecimento completo dos fatos. Confio na Justiça.” 

Será mesmo?! Luiz Antônio, o delator, reafirma que no mínimo 7 delegacias regionais da Receita Estadual - Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Umuarama, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa, juntaram a soma de R$ 4,3 milhões para reeleger o tucano. Uma vez que o fiscal colabora com a justiça por meio da delação premiada, deixará a cadeira até meados de 2016. 

Conforme Luiz Antônio, um outro auditor fiscal, Márcio de Albuquerque Lima (delegado regional da Receita em Londrina de 01/2011 a 06/2014), orientava o esquema podre da campanha de Richa.

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Lima era uma espécie de “subordinado” nesse caso, de Luiz Abi Antoun, que por coincidência ou não, é parente do governador e algo como uma “eminência parda” no governo do PSDB. A conclusão de todo esse imbróglio é que talvez o país esteja órfão como um todo de dirigentes políticos realmente sérios e honestos. #Eleições #Crise no Brasil