O ex-ministro da Justiça e atual ministro-chefe da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou em coletiva, logo após assumir o novo cargo, que o senador Delcídio do Amaral não tem credibilidade para realizar qualquer tipo de acusação. Segundo o ministro, o senador Delcídio (PT-MS) o procurava com frequência em seu gabinete, solicitando que o Ministério da Justiça interferisse na Operação Lava Jato.

De acordo com reportagem da revista Isto é, o parlamentar teria aceitado um acordo de delação premiada com a equipe que investiga a operação. Ao dar seu depoimento, o senador teria dito que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Roussef estavam cientes do esquema de corrupção da #Petrobras.

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De acordo com documentos publicados, o senador relata que a presidente usou sua influência durante a nomeação do ministro Marcelo Navarro para o STJ, para que não houvesse nenhuma punição a algum empreiteiro. Delcídio também deu nomes de senadores e deputados, sendo alguns aliados e outros da oposição. O ex-líder do governo no senado teria dito ainda que Dilma Roussef, com a ajuda de Cardozo, tentou interferir na Lava Jato por pelo menos três vezes.

A escolha de Navarro para o Superior Tribunal de Justiça teria sido, segundo ele, a terceira investida da presidente para cortar a operação. Um dos empreiteiros que ganhariam com essa escolha seria Marcelo Odebrecht. Porém, quando houve a votação, Navarro de fato votou pela soltura do empresário, mas acabou derrotado por quatro votos a um.

Cardozo diz ainda que Francisco Falcão (então presidente do STJ) e Marcelo Navarro poderiam ter dado a empreiteiros a liberdade, em decisões monocráticas, o que não foi feito.

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Segundo ele, a versão contida na delação, de que Dilma teria pedido a Delcídio que conversasse com Navarro sobre o futuro dos empreiteiros, não faz sentido.

Dilma convocou reunião com ministros

A presidente recebeu a delação premiada com indignação, segundo Jaques Wagner, ministro-chefe da Casa Civil. Assim que a divulgação da delação foi feita, Dilma convocou reunião com o ministro Wagner e o ministro da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, dois dos mais próximos à presidente. #Lula #Dilma Rousseff