A Universidade Federal do Paraná (UFPR) resolveu promover um ato público onde os juristas aproveitaram para lançar a "Carta de Curitiba", onde procuram reiterar a "defesa dos preceitos básicos garantidos na Constituição".

A Carta de Curitiba é na verdade uma forma de criticar os atos cometidos pelo juiz Sérgio Moro, que, aliás, leciona nesta universidade. O ato chamado de "Defesa da Democracia" contou com um grande número de estudantes, além de representantes de vários movimentos sociais e também de advogados, todos se mostrando contrário ao impeachment de Dilma.

Através da Carta de Curitiba é denunciado os ataques sistemáticos às instituições democráticas e acusa esta tentativa de "semeação de ódio, intolerância e violência" que tem crescido através da mídia.

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Um trecho da Carta de Curitiba diz que os serviços públicos de rádio e também de televisão estão sendo utilizados como forma de "desestabilizar" o regime democrático, mas fica claro que este recado é direto para a Rede Globo.

O "Golpismo da OAB", que pode repetir 1964, serviu de enredo para os ataques dos juristas que demonstraram que hoje há um "inconformismo republicano" que vem lutando para que aconteça o impeachment de #Dilma Rousseff, mesmo que não seja dentro da lei e de acordo com a Constituição.

Mas o principal alvo da "Carta de Curitiba" é de fato o juiz Sério Moro, que é acusado de "produzir provas de maneira criminosa, ilegal" e para isto vem utilizando de vários recursos, inclusive de grampos telefônicos, e usando até de condução coercitiva, como aconteceu em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O documento ainda pede para os brasileiros não terem medo de "denunciar o obscurantismo que insiste em se instalar no País".

A Carta de Curitiba está disponível no “Google Docs” e divide opiniões, principalmente nas redes sociais, onde há pessoas se posicionando contra e a favor.

Hoje o país está dividido entre aqueles que querem Dilma e o PT longe da presidência e aqueles que acham que eles não podem ser tirados da forma como está sendo feito e que sem provas concretas eles têm o direito de continuar administrando o país.

Com esta Carta de Curitiba, o debate entre prós e contras promete esquentar ainda mais. #Corrupção #Crise no Brasil