Caso o impeachment de Dilma aconteça, quem assume não é Aécio. Muitas pessoas confundem por acreditarem que o Senador, que é um dos citados na lista de políticos que receberam doações da Odebrecht,  tendo sido o segundo colocado nas eleições, seria ele que assumiria. Porém, há uma linha sucessória já determinada e, três dos políticos que estão nela encontram-se entre os citados na Operação #Lava Jato.

A legislação do país estabelece que caso a Presidente saia, a primeira pessoa que ocupa a vaga é o vice-presidente. Se por algum motivo ele não puder assumir, quem ocupa o cargo é o presidente da Câmara dos Deputados e, em terceiro, o presidente do Senado. Sendo assim o vice-presidente, Michel Temer seria o primeiro que poderia assumir, seguido do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e, por fim, o presidente do Senado, Renan Calheiros.

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Os três já foram citados na Lava Jato.

O vice-presidente Michel Temer foi citado pelo senador Delcídio Amaral, que afirmou que foi o político quem auxiliou Jorge Zelada a conquistar para o cargo de diretor da área internacional da Petrobras. Zelada é tido como o elo do PMDB dentro do esquema. Ele está condenado a 12 anos de prisão. Temer negou a acusação.

Temer também já foi citado pelo lobista Fernando Soares e há alguns indícios, reunidos pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, de que o vice-presidente possa ter recebido R$ 5 milhões de um dos empreiteiros condenados pelo escândalo da Petrobras, José Adelmário Pinheiro. Temer nega.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ocuparia o cargo no lugar de Temer. Caso isso venha a acontecer este ano, o país teria novas eleições.

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Cunha é suspeito de ter participado do esquema de corrupção na Petrobras e é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. A principal acusação é que Cunha teria recebido propina de contratos de navios-sonda da Petrobras no valor de US$ 5 milhões. Ele é réu do STF e tem grande chance de ser afastado do comando da Câmara. Cunha nega.

Por fim, Renan Calheiros, que é o presidente do Senado, já foi citado na operação Lava Jato e está sendo investigado pelo delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará. Renan é suspeito de ter cometidos os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Segundo o delator, Youssef prometeu R$ 2 milhões a Calheiros para tentar evitar "uma CPI da Petrobras". Calheiros negou. Além desta investigação, Renan é alvo de mais seis inquéritos. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil