O ex-ministro Ciro Gomes declarou, nesta segunda-feira, dia 28, em entrevista ao programa da jornalista Mariana Godoy, na Rede TV, que ele, pessoalmente, não deixará que o vice, #Michel Temer, assuma a presidência da República, na eventual saída de #Dilma Rousseff. Conhecido como um dos maiores desafetos do PMDB, o político voltou a criticar o peemedebista e disse ter provas suficientes para pedir o seu #Impeachment. Ele ingressará com o pedido, logo após a possível posse do peemedebista no comando do país.

Durante a entrevista, Ciro não poupou críticas pesadas ao sucessor de Dilma. Conhecido por seu estilo agressivo, o ex-ministro voltou a criticar o vice-presidente, a quem chamou novamente de 'capitão do golpe'.

Publicidade
Publicidade

Ele fez alusão ao fato do PMDB conspirar contra o governo Dilma e que Temer, certamente, seria um dos líderes, ao que ele reafirma representar um tentativa de golpe. 

Ciro Gomes foi bastante claro ao afirmar que ele próprio vai derrubar Temer, caso ele assuma o cargo.“Não vai ser presidente porque, se ele for, quem vai entrar com um pedido de impeachment no primeiro dia sou eu", afirmou.

O ex-ministro afirmou que tem provas contra Temer que podem justificar o seu pedido e que não vai hesitar em usá-las. "(...)E quero anunciar para o Brasil que eu já estou com dois decretos de pedalada fiscal que ele assinou como interino da presidência da República".

Na entrevista, Ciro Gomes defendeu a presidente Dilma Rousseff contra as acusações de pedaladas fiscais. Ele afirmou que isso não constitui um crime de responsabilidade.

Publicidade

Na sua opinião, o povo precisa ser esclarecido quanto aos fatos, embora admita que os tais excessos fiscais não devem ser cometidos. Como exemplo, citou o Bolsa Família. Se o governo tem que pagar, mas não tem arrecadação suficiente para fazê-lo, ele vai e manda a Caixa pagar, para depois repô-la. A isto, ele classificou de pedalada. 

Na entrevista, Ciro não poupou nem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo o qual, foi conivente com a corrupção que o fez cair também. Na definição do ex-ministro, "ele (FHC) tem sempre uma palavra elegante para esculhambação, para roubalheira."