O que Bolsonaro, Kim Kataguiri (Movimento Brasil Livre), Rogério Chequer (Movimento Vem Pra Rua) e Marcelo Reis (Revoltados On Line) têm em comum? Eles são os líderes que convocam manifestantes para as ruas do país em protestos contra o #Governo do PT.

Eles dizem lutar contra a corrupção e querem a saída de #Dilma Rousseff do cargo de presidente da República. Como ela vai sair não interessa para eles, mas deverá sair, seja “infartada” ou “com câncer”, como disse Jair Bolsonaro.

Os movimentos são vistos como referência em luta contra a corrupção, e até certo tempo se diziam suprapolíticos. Entretanto, são movimentos compostos por figuras que já foram acusadas de sonegação fiscal, racismo, homofobia, machismo, agressão, entre outros.

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Além disso, são movimentos que negociam com partidos políticos de extrema-direita (DEM e PSC).

Vamos conhecer melhor os líderes desses movimentos:

MBL – Kim Kataguiri

O garoto ganhou muita fama principalmente quando, através do seu Twitter, comparou as feministas a um miojo. Isso mesmo, a um miojo, de acordo com ele, feministas e miojo tem duas semelhanças: são ‘comida’ de universitário e ficam prontas em minutos.

Em entrevista a um jornal, os membros do MBL não apresentaram nenhum posicionamento em relação a assuntos como: aborto, criminalização da homofobia, casamento gay e legalização das drogas. Alternavam entre afirmar que não tinham opinião “consensual” para os temas e que o tema não estava na pauta do grupo.

Sobre a ofensa de Bolsonaro à Maria do Rosário (sobre a frase do estupro), o grupo classificou as ofensas como “infelizes”, mas também disseram que a deputada havia feito acusações contra ele.

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Em 2015, um jornal denunciou que o grupo vendia camisetas sem nota fiscal em plena prévia de manifestações contra a corrupção.

Kim disse ter feito uma pesquisa e descobriu que entre combate a corrupção e o impeachment da Dilma, as pessoas preferiam a saída da presidente. Assim, o que fundamentou os protestos do grupo contra Dilma foi o “estudo” que ele fez.

No último protesto (13/03), para lutar contra a corrupção o garoto convocou os Power Rangers...

Movimento Vem Pra Rua - Rogério Chequer

Em um documento vazado pelo Wikileaks, o nome de Chequer aparece associado com uma companhia por nome de “cyranony". Que, por coincidência, no estado de Delaware existe uma empresa por nome de Cyrano NY, LLC, considerado um paraíso fiscal dentro dos EUA.

O nome dele também consta na lista de uma empresa de inteligência por nome de Stratfor (ou CIA of Shadow), é acusada de tentar golpes de estado em diversos países, a Stratfor é atuante em manipulação de interesses estratégicos.

Chequer morava nos Estados Unidos e era sócio de uma empresa por nome de Atlas Capital Management, não se sabe o motivo, mas ele se mudou dos EUA para o Brasil.

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Lá, ele era sócio de um dos homens mais ricos do mundo (segundo a revista Forbes), Robert Citrone, que o processou no Estado de Connecticut.

Revoltados On Line – Marcelo Reis

Reis é conhecido pela sua admiração a alguns generais do período do Ditadura Militar. São homens de honra para o grupo: Costa e Silva, Castelo Branco, Ernesto Geisel, Garrastazú Médici, e João Batista Figueiredo.

Geralmente ele se envolve em casos de agressão. Em junho de 2015 ele disse ter sido agredido por 200 pessoas.

 

Outra líder revoltada é a jornalista Deborah Albuquerque Chlaem, ela foi processada pelo MP por preconceito contra nordestinos.

Segundo a jornalista, as pessoas que votaram em Dilma Rousseff (PT) eram “miseráveis, imbecis e burros”, ela disse também que o programa Bolsa Família era uma “bolsa miséria”, no mesmo vídeo ela disse ainda que era "rica, bem-sucedida muito bem de vida", e que iria viajar para Orlando...

 

 

Outros “cérebros” que encabeçam à lista da “marcha contra a corrupção” são os pastores Marco Feliciano e Silas Malafaia. #Manifestação