Parece que esta sexta-feira, dia 4 de março, vai ficar marcada na memória política da população brasileira. Isso porque após o ex-presidente Lula (PT) ser alvo da 24ª etapa da Operação Lava Jato e ser ovacionado por seus compatriotas, o presidente da Câmara dos Deputados em Brasília, Eduardo Cunha (PMDB), foi denunciado pela segunda vez na mesma operação da Polícia Federal, que investiga os desvios cometidos por funcionários de alto escalão do governo na Petrobras.

Desta vez, a Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou o parlamentar por ter recebido propina vinda de negócios da Petrobras em contas ultra secretas na Suíça.

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No começo da semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que é possível que Cunha tenha participação nos esquemas criminosos e aceitou uma denúncia parcial contra o deputado. A acusação é de que o político tenha recebido dinheiro indevido por meio de contratos de navios-sonda da Petrobras.

Na quinta-feira, foi protocolada uma denúncia pela PGR, que o acusa de #Corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Janot quer saída de Cunha

Segundo o documento emitido pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, o presidente da Câmara recebeu R$ 5,2 milhões para agilizar a aquisição de um campo de petróleo na cidade de Benin, na África, pela empresa petroleira do Brasil.

O que Janot quer é que o STF siga o que manda a Lei de Improbidade Administrativa e obrigue Cunha a devolver o dinheiro que está em contas na Suíça e também a instauração de um processo de reparação de danos materiais no valor de duas vezes a suposta propina cobrada, além da perda do mandato.

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As transferências dos valores foram feitas entre os anos de 2010 e 2011 por meio de uma conta de João Augusto Henriques, lobista ligado a Eduardo Cunha.

O procurador-geral afirmou que o presidente da Câmara Federal era um dos responsáveis de seu partido para indicar o diretor Internacional da Petrobras, Jorge Zelada, e, dessa forma, também teve participação no esquema criminoso, recebendo um percentual dos negócios da estatal.

O que diz o deputado

O parlamentar, por outro lado, negou conhecer o lobista ou ter sustentado qualquer transferência de valores para o exterior por meio de Henriques. Além disso, o peemedebista falou que desconhece o dinheiro, apesar dele ter entrado em sua conta. #Crise no Brasil #Congresso Nacional