#Eduardo Cunha já está se unindo à oposição para conseguir promover uma manifestação no Congresso Nacional, para fazer com que os deputados marquem o #Impeachment de #Dilma Rousseff para um domingo, pois boa parte dos brasileiros não estariam trabalhando e poderiam assistir.

O presidente da Câmara está aproveitando que a rejeição da presidente está em alta para fazer mais pressão no plenário da Casa e conseguir o impeachment de Dilma.

A intenção é pautar para domingo, dia 17 de abril, a votação do "relatório da comissão de impeachment" e assim ficaria muito mais fácil para que os brasileiros pudessem preparar uma mega manifestação por todo país, mas, de modo especial, em torno do Congresso e, assim, os deputados se sentiriam pressionados e o início do julgamento seria praticamente certo.

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Eduardo Cunha já tem maioria no plenário e será relativamente fácil para ele conseguir aprovar esta sessão para domingo, e isto acontecerá exatamente dois dias depois da conclusão dos trabalhos da comissão, e tudo de acordo com o regimento interno.

Paulinho da Força, do SD-SP, é quem teve esta ideia de realizar a votação em um domingo, e em reunião com o presidente da Câmara, nesta terça-feira de manhã (22), ele deu sua opinião e imediatamente recebeu o apoio de Cunha.

A oposição já está se mobilizando para fazer tudo que for possível e autorizado para conseguir mandar para o Senado o processo contra a presidente, ao passo que se houver uma manifestação, principalmente do lado de fora do Congresso, então os oposicionistas não irão querer faltar, afinal, cada ausência corresponde a um voto contra o impeachment, pois esta é a norma do regimento.

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Outra vantagem da votação do impeachment de Dilma em pleno domingo, de acordo com Eduardo Cunha, é que tem muitos que estão em dúvida e que podem votar a favor do governo, porém, com a pressão popular, estes "duvidosos" terão boas chances de votarem a favor do impeachment.

Oficialmente, o presidente da Câmara diz que não foi ele quem escolheu esta data para votar o impeachment, e é importante lembrar que a discussão, no momento, é sobre a forma de votação, pois sendo uma "chamada nominal", cada parlamentar deverá votar no microfone, dizendo sim ou não ao impeachment de Dilma.