De acordo com jornal O Globo, a delação premiada que Delcídio de Amaral prestou a Polícia Federal, na Lava-Jato, coloca a cúpula do PMDB e Aécio Neves na mira da Polícia Federal. Saibam mais sobre a delação premiada do Senador neste artigo.

Delação de Delcídio do Amaral continua abalando o cenário político brasileiro

Pelo visto a delação premiada do Senador Delcídio do Amaral (PT-MS) ainda vai sacudir o Planalto Central. Conforme apurações feitas pelo o Jornal O Globo, junto a indivíduos que têm acesso ao caso, Delcídio do Amaral citou nomes de pelo menos cinco colegas do Senado Federal. Em outras palavras, Delcídio acusa seus colegas de envolvimento direto na #Corrupção da Petrobrás.

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Entre os citados estão: 

  • #Aécio Neves (PSDB-MG) - Principal oposicionista do atual governo e candidato derrotado nas eleições presidências de 2014.
  • Renan Calheiros (PMDB-AL) - Presidente do Senado.
  • Romero Jucá (PMDB-RR) - Vice-Presidente do Senado.
  • Edison Lobão (PMDB-MA) - Ex-Ministro de Minas e Energia.
  • Valdir Raupp (PMDB-RO)

Vale ressaltar que Renan Calheiros, Romero Jucá, Edison Lobão e Valdir Raupp, já estão sob investigação da Polícia Federal, na Operação da Lava-Jato. Neste caso a delação do Parlamentar, faz aumentar as suspeitas sobre os citados.

Prisão e acordo de delação premiada de Delcídio do Amaral

O senador Delcídio do Amaral foi preso no dia 25 de novembro 2015, pela Polícia Federal, que o acusou de tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato. O Senador, então líder do governo, atuou diretamente na tentativa de evitar a delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró.

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Ele ofereceu dinheiro e propôs fuga, em troca do silêncio de Cerveró.

Mas o que ninguém imaginava aconteceu, o próprio Delcídio que antes era totalmente contra a delação premiada, resolveu usar deste artifício em seu favor. Enquanto estava preso, o parlamentar firmou acordo de delação premiada, junto à Procuradoria Geral da República - PGR, que ainda deve ser homologada junto ao STF - Superior Tribunal Federal, pelo Ministro Relator da Lava-Jato, Teori Zavascki. Sua libertação aconteceu no dia 19 de fevereiro 2016.

Os citados na delação premiada negam todas as acusações

Todos os parlamentares citados negam as acusações presentes na delação de Delcídio do Amaral. Por meio das suas acessórias de imprensa, os parlamentares se mostram indignados com a citação dos seus nomes, afirmam que ainda não tiveram acesso aos documentos e criticam como as delações premiadas vêm sendo conduzidas pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato. #Lava Jato