O senador Delcídio do Amaral concedeu uma entrevista polêmica à reportagem do Jornal Estadão. Ele respondeu a várias perguntas e disse, categoricamente, que muita “confusão” vem por aí na política brasileira.

Delcídio rompeu seus laços com o PT nessa terça-feira (15), abandonando de vez o partido do qual era líder governista. Na próxima semana, ele integrará novamente o quadro de parlamentares, voltando a exercer as suas atividades como senador da república.

Confira os detalhes da entrevista de Delcídio do Amaral

Delcídio do Amaral disse que está fazendo uma bateria de exames médicos para verificar como anda a sua saúde, pois afirmou que está vivendo um momento de muita tensão e que quer ter esse controle médico para se certificar que não corre nenhum risco de ter um mal súbito.

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Ele também garantiu que voltará ao senado na próxima semana e que não tem a mínima ideia de como será recebido por seus colegas parlamentares. Delcídio teme represálias de colegas do seu próprio ex-partido, por ter abandonado o PT e por aceitar o acordo de delação premiada.

Em relação à própria expectativa de como será a sua recepção, ele afirmou categoricamente: “Vem confusão por aí”.

Delcídio afirmou que contribuirá para a investigação da operação #Lava Jato como um político. Não irá contribuir como lobista, executivo ou empresário. Ele afirmou também que tudo que irá dizer aos investigadores será apresentado de forma escrita em agendas e registros de viagens. Disse que possui todos os horários, datas de encontros políticos e outros compromissos pertinentes ao dia a dia na função que exerce.

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Lula como ministro

Delcidio do Amaral afirmou que é uma loucura a ideia de #Lula de se tornar ministro e que a única explicação para tal decisão é de uma possível blindagem contra as decisões de Sérgio Moro (juiz que comanda as investigações da Operação Lava jato).

Em relação a sua saída do PT, ele afirmou que não existia mais condição de permanecer após o acordo de delação premiada e que a sua saída apenas seguiu o curso natural das coisas.

Outra importante informação é que a delação do  senador  foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, também nessa terça-feira (15). O documento possui 21 páginas sendo que nessas páginas se encontram informações de políticos, de crimes praticados no âmbito do Palácio do Planalto, Senado, Câmara, Ministério de Minas e Energia e Petrobrás, o que, certamente, comprometerá ainda mais o grandioso esquema de #Corrupção da política brasileira.