Delcídio do Amaral (PT-MS) se tornou o nome mais comentado no Twitter, na tarde desta terça-feira (15), por citar nomes de importantes políticos em sua delação premiada e entre os citados está o senador #Aécio Neves, que também é presidente do PSDB.

Aécio é acusado de receber propina de Furnas, empresa esta que é de economia mista, sendo subsidiária da Eletrobras. Delcídio confirmou em seu depoimento o que o doleiro Alberto Youssef já havia revelado sobre Aécio receber tais propinas, só que até o momento não havia nenhum inquérito aberto para averiguar o caso.

Delcídio foi questionado sobre quem tinha recebido os valores de Furnas, o que ele não soube muito bem precisar, mas garantiu que Dimas era responsável pela operacionalização dos pagamentos e que entre os beneficiários destes valores ilícitos estava o senador Aécio Neves.

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E Delcídio ainda garantiu que José Janene, ex-líder do PP na Câmara, que morreu em 2010, também recebeu dinheiro vindo de Furnas.

E tem mais, o senador afirmou ainda que Dimas, ex-presidente de Furnas, tem um vínculo fortíssimo com Aécio Neves e que foi o tucano que o indicou para ocupar o cargo, contando com o apoio do Partido Progressista e que isto foi durante a gestão de Fernando Henrique.

Lula também foi citado e Delcídio do Amaral contou que no dia 6 de maio de 2005 ele viajou com o ex-presidente que quis saber quem era este tal de Dimas Toledo, pois o Janene estava pedindo por esta pessoa e depois foi Aécio que foi pedir por Dimas e que até o Partido dos Trabalhadores que era contra, passou a ser a favor, concluindo que: "Pelo jeito ele está roubando muito".

Quando foi questionado se Andréa Neves, irmã de Aécio Neves, também estava envolvida neste esquema de Furnas, Delcídio não soube informar, mas fez questão de dizer que na época em que o tucano era governador de Minas Gerais, sua irmã era uma das principais mentoras e que ficava por trás do governo do irmão.

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Aécio ainda foi acusado de atrasar o envio de dados do Banco Rural na CPI dos Correios, para maquiar as informações, ou seja, apagar alguns dados bancários que pudessem comprometê-lo. #Lava Jato #Corrupção