Com o nome nos holofotes na operação #Lava Jato, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) teria feito um acordo de delação premiada com a polícia federal e citado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual governante Dilma Rousseff como integrantes do esquema de #Corrupção. Segundo reportagem da revista "IstoÉ" e da rádio Bandeirantes-FM, o político aceitou a proposta de contribuir com as investigações para aliviar sua situação.

Entretanto, Delcídio do Amaral divulgou uma nota oficial nesta tarde de quinta-feira (3), alegando não confirmar o que foi divulgado pelos veículos de comunicação. Através de sua assessoria, o senador não confirma o teor do artigo divulgado pela jornalista Débora Bergamasco.

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"Não conhecemos a origem, tão pouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto." Assinam a nota o próprio político e seu advogado, Antônio Figueiredo Basto.

A nota ainda assegura que não houve contato entre as partes. "Em momento algum, nem antes, nem depois da matéria, fomos contatados pela referida jornalista para nos manifestarmos sobre a fidedignidade dos fatos relatados", afirmam. O paradoxo da resposta de Delcídio do Amaral é que em nenhum momento ele nega o teor de seu depoimento na delação premiada. No momento, o petista está cumprindo prisão domiciliar enquanto o inquérito prossegue. Ele foi acusado de atrapalhar as investigações da polícia federal, já que era líder do governo no Senado.

O senador - acuado pelas acusações que recaem sobre ele - não poupou Lula e Dilma, segundo o que aponta o depoimento da delação premiada realizado junto aos procurados responsáveis pela investigação.

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O petista teria acusado o ex-presidente como o responsável para acenar com os pagamentos realizados a Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, e já cumprindo pena por lavagem de dinheiro e corrupção. Quanto ao papel de Dilma, Delcídio afirma que a atual presidente defendeu os interesses de executivos das empreiteiras conectadas ao esquema de corrupção, além de se aproximar de políticos de sua confiança para que o processo não avançasse.  #Crise no Brasil