A delação premida do senador Delcídio do Amaral já havia caído como uma bomba em Brasília, e sua homologação na última terça-feira (15) reforçou mais ainda a crise. As acusações de Delcídio fizeram muitos políticos se movimentar e podem dar início a uma série grande de investigações.

Conheça todos os nomes e as acusações feitas por Delcídio:

Dilma

A presidente é apontada pelo senador como responsável por tentar conseguir a liberdade de alguns réus presos pela Lava Jato. Também teve “atuação decisiva”, em 2008, quando era ministra da Casa Civil, para indicar Nestor Cerveró a diretoria financeira da BR Distribuidora.

A conturbada compra da refinaria de Pasadena também foi alvo da delação de Delcídio.

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Dilma era presidente do Conselho Administrativo da Petrobras a época da compra e, segundo Delcídio, houve “aquiescência do conselho em relação ao qual (...) não há qualquer possibilidade de isenção de responsabilidade”.

Uma quarta denúncia que envolve o nome de Dilma diz respeito a propinas nas campanhas eleitorais de Dilma em 2010 e 2014. Segundo o senador, a propina veio de licitações e obras na usina de Belo Monte. Nesse caso, dois lados foram beneficiados, o PT e o PMDB.

Por parte do PT, segundo Delcídio, foram beneficiados: ex-ministros Antônio Palocci, Erenice Guerra e Silas Rondeau. Já no PMDB teriam sido: José Sarney, Edison Lobão, Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp e Jader Barbalho.

Lula

O ex-presidente foi citado nada mais nada menos do que 186 vezes pelo senador Delcídio do Amaral.

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#Lula é acusado de tentar ajudar seu amigo José Carlos Bumlai, que está preso, solicitando que Delcídio intervisse com Cerveró para não envolver o nome de Bumlai. Segundo o senador, foram pagos R$ 250 mil a família de Cerveró.

O ex-presidente seria o responsável por indicar Cerveró para a diretoria internacional da Petrobras.

Delcídio também afirma que Lula “comprou” o silêncio de Marcos Valério durante o mensalão.

#Aécio Neves

Segundo Delcídio, o senador de Minas Gerais foi “um dos beneficiários dos valores ilícitos [de Furnas] sem dúvida foi Aécio Neves”.

Outra denúncia envolve a CPI dos Correios, em 2005. Delcídio, que era presidente da Comissão, afirma que Aécio, a época governador de Minas, pediu por diversas vezes que os prazos para a quebra de sigilo do Banco Rural – famoso mensalão tucano – fossem prolongados.

Michel Temer

O vice-presidente teria uma relação com o ex-dirigente da BR Distribuidora, João Augusto Henrique, segundo Delcídio. Henrique foi preso pela Lava Jato como um dos operadores do PMDB dentro da Petrobras.

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O senador acusa a compra de etanol ilícito por parte de Henrique e com o apadrinhamento de Temer entre 1997 e 2001.

“Núcleo duro do PMDB no Senado”

Segundo Delcídio, Renan Calheiros, Romero Jucá, Eunicio Oliveira, Valdir Raupp e Edison Lobão são os responsáveis pelas indicações em empresas de energia, agências reguladoras e ministérios. Delcídio ainda afirmou que os interesses desse grupo são “não apenas políticos, mas também próprios”, e definiu Calheiros como: “muito cuidadoso e discreto nas suas articulações”.

Eduardo Cunha

Sobre Cunha, Delcídio afirma: “O presidente da Câmara funcionava como garoto de recados de André Esteves”. Esteves é um banqueiro que já foi preso pela Lava Jato e que possuía bom tramite no Congresso para aprovar MPs que o beneficiavam.

Mercadante

Foi gravada uma conversa entre o ministro da Educação e Eduardo Marzagão, assessor de Delcídio, em que Mercadante, segundo Delcídio, dava um recado para que ele não procurasse o MPF afim de não aprofundar as investigações da Lava Jato.

Gleisi Hoffman

Delcídio aponta para irregularidades na diretoria da Hidrelétrica de Itaipu, quando a senadora fazia parte, entre 2003 e 2006, e no porto de Santos, quando Hoffman era ministra da Casa Civil entre 2011 e 2014.

Humberto Costa

O senador do PT de Pernambuco é apontado por Delcídio por ter uma proximidade com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso pela Lava Jato e um dos delatores da Operação. #Dilma Rousseff