O processo envolvendo uma possível cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), no Conselho de Ética teve mais um dia “inusitado”. Dessa vez, segundo denuncia do jornal Folha de S. Paulo, foi apresentada uma assinatura falsificada por parte dos apoiadores de Cunha.

Segundo os dois laudos grafotécnicos apresentados pela publicação, a falsificação era “grosseira” e primária”. Vinicius Gurgel (PR-AP), deputado que supostamente assinou o documento favorável a Cunha, foi a reunião do Conselho de Ética realizada na manhã desta quarta-feira (9) para se justificar.

“Eu bebo. Podia estar de ressaca. Quando a pessoa está de ressaca, não escreve do mesmo jeito, fica tremendo”, declarou.

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Em um segundo momento, Gurgel ainda foi mais convicto em sua afirmação ao confirmar com todas as palavras que a assinatura era mesmo dele, porém, declarou que tinha "bebido muito no dia anterior".

O deputado ainda completou afirmando que tem por “convicção” não cassar colegas.

“O povo não elegeu? Burro de quem elege”.

Histórico de declarações infelizes

Essa não foi a primeira afirmação infeliz do deputado Vinicius Gurgel. Em reunião no mesmo Conselho de Ética, o parlamentar já havia dito que o colegiado estava virando um “cabaré”, uma “suruba”.

As palavras foram ditas por Gurgel depois de uma das muitas discussões que ocorreram entre  petistas e aliados de Cunha nas reuniões do Conselho de Ética.

Assista ao vídeo!

Vinicius Gurgel também trocou diversas farpas com o presidente do Conselho, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), chegando a chama-lo de ditador por “cercear” seu direito de fala.

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O caso ocorreu quando Araújo já tinha avisado aos parlamentares que encerraria as discussões e iniciaria as votações, Gurgel chegou atrasado e pediu para falar, porém, o presidente negou a palavra ao deputado do Amapá.

Entenda o caso

Na noite do dia 1º de março e início da madrugada do dia 2, foi votada no Conselho de Ética e aprovada admissibilidade do processo contra Eduardo Cunha. Vinicius Gurgel, um dos apoiadores declarados de Cunha, não estava em Brasília no momento da votação, o que faria com que o 1º suplente assumisse sua posição. Como quem assumiria o posto de Gurgel era um petista, apareceu um documento, assinado por Vinicius Gurgel, vindo da Mesa Diretora para o Conselho de Ética em que o deputado do Amapá renunciava a sua vaga, dessa forma, outro parlamentar do seu partido seria colocado lá, não um petista que votaria contra Cunha. #Congresso Nacional