Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, nesta quinta, dia 03, para dar posse aos novos ministros da Justiça, da Controladoria Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU), a presidente #Dilma Rousseff foi bastante enfática ao afirmar que, em nenhum outro #Governo, a corrupção foi mais combatida quanto no seu atual mandato. Na posse dos ministros, a presidente aproveitou para reforçar o papel das instituições, às quais seus novos titulares estarão vinculados e ressaltou que a mudança não irá afetar o duro e eficiente combate que vem sendo feito a uma questão que, segundo a chefe do executivo, constitui um problema que não começou no seu governo.

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A posse dos novos ministros

A posse dos novos dirigentes serviu para oficializar a saída do ex-ministro Eduardo Cardozo da pasta da Justiça e sua ida para a Advocacia Geral da União (AGU). Em seu lugar assume Wellington Silva. Para a CGU, foi empossado Luiz Navarro.

As mudanças no governo e o combate à corrupção

Em seu discurso, Dilma fez questão de ressaltar que a posse dos novos titulares não deverá modificar a política atual do seu governo em relação à questão da #Corrupção. De acordo com a chefe do executivo, esta questão é objeto de uma posição de combate bastante dura e eficiente por parte de seu governo. Segundo a mesma, esta conduta não deverá ser alterada com as recentes mudanças, visto que, a corrupção não é um problema recente e que teria começado apenas no seu mandato.

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Dilma aproveitou para afirmar que a corrupção sempre foi combatida sem rodeios ou exceções e que nunca foi 'engavetada' ou protegida por barreiras que pudessem impedir a sua investigação.

A presidente fez questão de explicitar o papel da CGU, cujo ministro empossado, Luiz Navarro, deverá ser bastante rigoroso quanto ao uso adequado de recursos públicos e desvios de conduta. Além disto, o órgão deverá estar atento aos acordos de leniência com empresas investigadas por corrupção e que os responsáveis sejam penalizados por seus crimes.

As críticas de Dilma em relação às investigações da Justiça

A presidente aproveitou o evento para tecer críticas aos processos de investigação da Justiça, em relação aos casos de corrupção atual. Dilma se referiu aos constantes episódios de divulgações de informações sobre os investigados, aos quais ela chamou de 'vazamentos seletivos'. Na sua opinião, os mesmos não podem ser capazes de condenar alguém a uma verdadeira execração pública. A presidente defendeu o princípio da inocência presumida, como um instrumento típico da atual democracia brasileira e ao qual todos devem ter acesso. Ela repudiou a condenação sumária de alguém, sem antes ser submetido a um julgamento adequado e a uma condenação baseada nos fatos a serem analisados.