Após uma reunião, na manhã desta quarta-feira, 16 de março, o ex-presidente Lula aceitou o convite da presidente Dilma e será o novo Ministro da Casa Civil. O encontro contou com a presença do Ministro da Fazendo, Nelson Barbosa, e o ex-Ministro da Casa Civil e agora chefe de gabinete da Dilma, Jacques Wagner.

Com a nomeação, o político sai da alçada do juiz Sérgio Moro e conquista foro privilegiado.

Por sua vez, a oposição acusa a presidente Dilma e seus assessores de tentar blindar o ex-presidente e impedir futuras investigações contra ele.

Para assumir o cargo, o ex-presidente impôs algumas condições.Entre elas está autonomia total na articulação política do governo e a possibilidade de fazer mudanças na política econômica.

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Nomes para o governo

Outra condição de #Lula para assumir a pasta foi montar uma equipe na qual ele confie. Entre os nomes ventilados em Brasília, estão o de Celso Amorim para Relações Exteriores. Não está descartada a retirada de Aloizio Mercadante na Educação. O suposto substituto seria Ciro Gomes.

Mudança no Banco Central

Segundo informações apuradas pelo jornal Folha de S. Paulo, as mudanças na economia podem fazer com que Alexandre Tombini deixe a presidência do Banco Central. Ainda, de acordo com o periódico, ele teria dito a interlocutores petistas que não ficará caso o governo saia dos trilhos atuais.

As mudanças que são esperadas do ex-presidente Lula são vendas de reservas internacionais, liberação de créditos na economia e queda forçada dos juros.

Linha do tempo

Na semana retrasada, Lula foi levado coercitivamente pela Polícia Federal para depor no caso do sítio de Atibaia e do triplex do Guarujá.

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Essa ação fez com que o ex-presidente ficasse muito nervoso.

Após esse fato e a publicação de parte da Delação Premiada de Delcídio do Amaral, senador da república pelo Partido dos Trabalhadores (PT), assessores e políticos próximos à presidente Dilma a convenceram a convidá-lo para assumir algum ministério. No entanto, sua nomeação ganhou mais força depois de sábado, quando parte do PMDB decidiu sair da base de apoio do governo, e depois das manifestações que levaram mais de três milhões de pessoas para as ruas em todo o país.

Entre as palavras de ordem no último domingo, 13 de maço, foi o combate à corrupção, contra o governo de #Dilma Rousseff, contra o ex-presidente Lula e apoio ao juiz federal Sérgio Moro.