Durante a posse (anulada) de #Lula e mais três ministros, Dilma fez um discurso para os petistas e imprensa presente, alegando, dentre outras coisas, que a gritaria dos golpistas (manifestantes, oposição e mídia) não será o suficiente para mudá-la de rumo e deixar o 'povo' de joelhos.

Seja o que for que Dilma quis dizer com o 'povo de joelhos', a presidente conseguiu gerar polêmica, mas antes, é claro, foi aplaudida pelos militantes e companheiros de partido que ouviam o seu discurso. Dilma Rousseff também aproveitou para reclamar da Polícia Federal, alegando que quer saber porque gravaram sua conversa, quem autorizou e por qual motivo foi divulgada publicamente.

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A presidente vai ainda mais longe e afirma que a gravação não possui 'nada' que possa questionar o seu 'caráter republicano', mas admitiu em nota oficial que a finalidade do termo antecipado de posse; sendo este vedado por lei; serviria para o caso de Lula não poder comparecer à cerimônia de posse. Juízes, imprensa e população concluíram que essa seria uma carta na manga para Lula, caso Moro decidisse prendê-lo antes de sua posse.

Conforme determina a lei, Sérgio Moro remeteu os autos do processo de Lula para o STF, pois ao ser ministro, o mesmo goza de foro privilegiado, não por ser o Lula, mas por conta do cargo. Com a suspensão da nomeação, Lula continua sem o foro privilegiado.

A Rádio Jovem Pan, em cobertura exclusiva que segue desde a revelação do áudio da conversa, revelou que autoridades não conseguiram entregar a intimação da suspensão da nomeação à Lula, pois foi dada ordens para que a polícia não permitisse que ninguém entrasse no Planalto, tão pouco o ex-presidente se deu ao trabalho de ir atendê-los.

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Para finalizar o discurso 'dilmista' dessa manhã, a petista alegou que a população está sendo bombardeada com inverdades, e que tal ato é inconstitucional. Os militantes presentes entoaram gritos acanhados de 'Não vai ter golpe'. Já para supostamente punir Sérgio Moro, Dilma prometeu processá-lo pela 'invasão de privacidade' que viveu na quarta-feira, 16. #Manifestação #Dilma Rousseff